Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas reitera compromisso de dotar a Inforpress de mais meios (c/áudio)

Cidade da Praia, 16 Nov (Inforpress) – O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, reiterou o compromisso do Governo em dar os meios necessários para que a Inforpress e as empresas de comunicação social funcionem.

Abraão Vicente que presidia o lançamento do selo comemorativo da agência de notícias sob o lema “Inforpress -30 Anos de Rigor e Imparcialidade”, afirmou que nunca Cabo Verde precisou tanto de uma agência noticiosa que consiga fazer o seu trabalho de acordo com a sua missão, e de acordo com os seus estatutos.

Por isso, defendeu que a Inforpress “está do tamanho certo” e que “provavelmente terá que crescer” para “desempenhar melhor” o seu papel.

E, acrescentou, num momento em que cada partido, associação, grupo e cada parte da sociedade civil reclamam a si próprio o direito de se informar ou de se comunicar, “é cada vez mais necessário” o papel que os órgãos de comunicação social e uma agência noticiosa de cariz nacional têm que fazer.

Abraão Vicente recordou que ano passado a Inforpress teve um aumento de financiamento na ordem dos 50 por cento (%) por parte do Governo e este ano na ordem dos 70%, mas, ajuntou, ainda assim “os meios são insuficientes”.

“Mas estamos a melhorar, a criar as condições para que a empresa funcione num sistema em que o jornalismo tenha qualidade, isenção e rigor, mas o salto de qualidade só será dado se esse desiderato também forte abraçado por toda a classe jornalística e por todos os profissionais do sector,” disse, em jeito de repto aos colaboradores das Inforpress.

Entretanto, o ministro tutela da comunicação social lembrou que o Governo poderá dar “as melhores condições”, mas não pode substituir “o papel único” que só cabe aos jornalistas e aos técnicos e que fazem com que a comunicação aconteça.

Neste particular, sustentou que o Estado pode dar mais recursos para a Inforpress, mas a empresa terá que investir ainda mais nos recursos humanos para que Cabo Verde possa ser parte da “necessária mediação que o mundo de hoje pede.”

Abraão Vicente também aproveitou para parabenizar a gestão da Inforpress pelas iniciativas desenvolvidas no quadro do 30 º aniversário da agência, afirmando que tais iniciativas “são simbólicas, mas traduzem um novo olhar na gestão dessa empresa pública.”

Por seu lado, a gestora única da Inforpress, Jacqueline Carvalho, afirmou que, hoje,  a agência desempenha um “papel central” no panorama mediático de Cabo Verde, enquanto “fonte incontornável de informação” e “garante da democracia e liberdade de imprensa”.

Para Jacqueline Carvalho,  comemorar 30 anos é comemorar sonhos, que começaram, em 1981, por Corsino Fortes, então secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro, que após a “intensa convivência” com a imprensa de Portugal ter-se-ia inspirado a implementar uma agência noticiosa em Cabo Verde, mas o sonho só se concretizou em 1984, com a publicação no Boletim Oficial.

Contudo, a tarefa foi retomada e continuada a partir de 1986 por David Hopffer Almada, então ministro da Comunicação Social, sendo que o arranque da Inforpress se deu a 4 de Outubro de 1988.

Segundo a mesma fonte, hoje o “maior sonho é consolidar” a agência para que ela esteja na linha da frente e se transforma cada dia para se adaptar aos novos ambiente mediáticos, aos novos hábitos de consumo, “reinventando-se a cada dia para criar conteúdos exclusivos e distintivos”.

“Visando dar continuidade a esse sonho e a esse legado é que a Inforpress tem executado diversos projectos visando a sua reestruturação no sentido de promover a sua modernização tecnológica com a disponibilização de conteúdos em múltiplos formatos”, considerou a gestora única da Inforpress, que preconiza que a empresa implementará, a partir do segundo semestre de 2019, um novo modelo de comercialização de conteúdos.

CD/AA

Inforpress/Fim

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