Ministro da Cultura deseja construir museu da música e da morna com nome de Cesária Évora até 2026 em São Vicente

Mindelo, 30 Nov (Inforpress)- O ministro da Cultura, Abraão Vicente, disse, hoje, no Mindelo, que tem o sonho de construir o museu da música e da morna com o nome de Cesária Évora até 2026, em São Vicente.

Segundo Abraão Vicente, que presidia à abertura da 7ª edição da Feira de Artesanato e Design de Cabo Verde, na Praça Nova (praça Amílcar Cabral), é esse museu que será o novo património cultural e imaterial para o futuro.

“Cabo Verde tem essa responsabilidade para com seu património oral maior, que é morna e o crioulo, e tem esta responsabilidade para com Cesária Évora, a nossa grande embaixatriz, o nome maior da cultura e, provavelmente, da nação cabo-verdiana além-fronteiras”, afirmou Abraão Vicente, que também lembrou que “daqui a três dias celebra-se o Dia Nacional da Morna”, em que também se celebra “todos os grandes cantautores e autores que de facto inspiraram a geração que veio atrás deles”.

Sobre a feira Urdi, o ministro defendeu que ela não é apenas uma feira apenas do artesanato e para a população do artesanato, acrescentando que apesar das realizações ao longo das suas sete edições não há motivos para “baixar a guarda de missão cumprida”.

Para o governante, há tanto por fazer em todas as ilhas e em todos os municípios, pelo que reforçou a mensagem de que “é preciso que os municípios assumam a cultura com tanta importância como qualquer outro sector económico”.

O diretor do Centro Cultural de Arte Artesanato e Design (CNAD), Artur Marçal, sustentou que “a Urdi é um projecto que se consolidou como uma marca cultural é uma importante iniciativa para a preservação, fomento do artesanato e um laboratório experimental de diversas linguagens artísticas”.

Para o presidente substituto da Câmara Municipal de São Vicente (CMSV), Rodrigo Martins, a feira é “um evento de referência nacional e internacional com repercussões positivas na valorização e fomento da cultura, de forma inclusiva, na divulgação da capacidade criativa e inovadora dos artesãos e na estruturação da oferta turística”.

Também fizeram o uso da palavra os representantes dos municípios destaque desta edição da feira Urdi, Paul e Boa Vista. Conforme o vereador da Cultura da Câmara do Paul, José Cruz, participar na Urdi e ser um dos municípios destaque é uma “grande responsabilidade e uma grande honra”.

“Estamos aqui para prestigiar a cultura paulense e a cultura cabo-verdiana. Consideramos a Urdi uma plataforma de excelência para conexão, formação e promoção daquilo que de melhor se produz pelos artesãos, designers e criadores cabo-verdianos”, argumentou.

Por seu turno, o vereador da Câmara Municipal da Boa Vista Abel Ramos defendeu que a Urdi não é apenas uma feira, mas sim “um grande palco de reconhecimento do artesão enquanto indivíduo que recorre a recursos de carácter artesanal para produzir objectos singulares autênticos, versando a nossa vivência colectiva, o sentimento humano e social nas suas diversas dimensões e expressões culturais”.

A 7ª edição da Feira de Artesanato e Design de Cabo Verde decorre até a 04 de Dezembro sob o tema “Tradição Oral, Cultura Imaterial” com a participação de 114 artesãos de todo o País.

Além da feira-exposição, na Praça Nova, a Urdi prevê ainda actividades como “Food Design”, “Urdi depôs d’hora”, que vai acontecer em espaços culturais e noturnos da cidade do Mindelo, concurso para o prémio “Djoy soares” e exposição no Salão Created in Cabo Verde” entre outros.

CD/JMV
Inforpress/Fim

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