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Ministro da Cultura defende necessidade de potencializar escala para que produções do País tenham presença no digital

Cidade da Praia, 14 Jun (Inforpress) – O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, defendeu hoje a necessidade de potencializar a escala para que as produções cabo-verdianas tenham presença no digital.

No seu discurso na tomada de posse dos novos órgãos da Associação de Cinema e Audiovisual de Cabo Verde (ACACV) para o mandato 2021-2024, Abraão Vicente destacou a criação de uma comunidade de cineastas como uma “grande missão”.

“É preciso potencializar a escala, nós não temos escala”, disse o governante adiantando que os cabo-verdianos devem aperceber-se de que “somos 500 mil habitantes num território praticamente sem salas de cinema e sem o mercado necessário para ter presença digital, e que quem não tem um milhão no Youtube não consegue monetizar bem os seus conteúdos”.

Segundo o mesmo, o mundo digital faz-se pela escala e a lei do cinema nos permite conectar, mas se não há escala “não funcionará”, pelo que frisou, o cinema de Cabo verde só será “visível” nas plataformas digitais se fizer um trabalho conjunto.

Os requisitos deste mandato mudaram radicalmente tendo em comparação do mandato transato, disse Vicente, indicando que aprovaram a nova lei do cinema, e que implementaram a lei da cópia privada, dando sustentabilidade financeira à ACACV deu pujante recurso, autonomia e libertou a Associação da dependência de Estado e não houve nenhuma tentativa de influenciação por parte do titular da pasta”.

Salientou ainda que são diferentes os pressupostos deste mandato, tendo apontado o Núcleo Nacional do Cinema (NuNaC) que foi aprovado como o primeiro passo para implementação da lei do cinema, que a seu ver é uma lei “estruturante e ambiciosa”.

Deste modo, afiançou que há necessidade de ter “ambição” de ultrapassar as narrativas próprias do cinema cabo-verdiano, para isso, acrescentou, é preciso enriquecimento não só a nível da quantidade de produções e sim da qualidade do cinema cabo-verdiano.

“E só se tem mais qualidade se produz mais, se é mais audacioso, ambicioso, se se arrisca. O que se gastava há 10 – 20 anos numa produção cinematográfica desceu brutalmente, mas ao mesmo tempo os investimentos das novas tecnologias são igualmente estrondosas”, realçou o governante.

Por isso, sublinhou, a ideia da associação, conforme aprovado na lei do cinema, é equipar com o núcleo, um kit básico, para que todos os produtores tenham acesso à tecnologia de ponta, que a seu ver, é um “bom ponto de partida”.

 Abraão Vicente garantiu que irão continuar a financiar Associação de Cinema e Audiovisual de Cabo Verde (ACACV) através da NUNAC, só que desta vez de forma “ainda mais transparente” e sem intervenção do ministério das finanças.

Destacou ainda outro parâmetro da lei do cinema que é a regulamentação das leis de incentivo fiscal, para que se possa atrair as “grandes” produções cinematográficas para Cabo Verde.

Porque, conforme ressaltou, o “maior activo” da lei do cinema não são os cineastas e os filmes cabo-verdianos, e sim Cabo Verde, as dez ilhas e suas paisagens, a diversidade cultural e a capacidade de fornecer às grandes produções recursos humanos qualificados.

Por sua vez, o presidente da ACACV Júlio Silvão Tavares apontou que o objectivo é a democratização do cinema e do audiovisual, mas que pode não ser ultrapassado nesta geração, mas o trabalho deve se iniciar a partir de agora.

Por isso, asseverou que a prioridade da sua direcção é a formação, mas também exibição de filmes por forma a evitar engavetamento dos produtos dos realizadores, e ao seu ver, estas acções são caminhos para chegar à democratização do cinema.

A nova direcção da Associação de Cinema e Audiovisual de Cabo Verde é constituído pelo presidente Júlio Silvão Tavares, Vice-Presidente Orlando Tavares, e Secretários Nelson Alves, José Pedro Bettencourt e Jorge Pedro Ramos Martins.

TC

Inforpress/Fim 

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