Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Ministro da Cultura defende necessidade de Cabo Verde assumir cinema como “sector estruturante” para divulgação turística

Cidade da Praia, 07 Set (Inforpress) – O ministro da Cultura, Abraão Vicente, defendeu hoje a necessidade de o Estado assumir a cultura como uma área “prioritária” no financiamento e de assumir o cinema como sector estruturante para a sua divulgação turística.

O governante defendeu esta posição em declarações aos jornalistas no final de uma visita de cortesia que efectuou hoje à sede da Associação do Cinema e Audiovisual de Cabo Verdiana (ACACV), na Cidade da Praia, para se inteirar do plano de actividade da referida associação.

O responsável do sector da Cultura e das Indústrias Criativas reconheceu as condições dignas em que a sede da ACACV funciona, lembrando, no entanto, que a ambição projectada no plano de actividade da associação não se vê reflectida na sede.

“Eu esperava que a associação estivesse melhor instalada como é obvio, mas isso são outros debates, mas é preciso dar condições, que a própria associação tenha capacidade de criar estas condições”, afirmou, salientando que se Cabo Verde quer cooperar com países como a Nigéria, em matéria de produção cinematográfica, a ACACV tem que estar melhor instalada, com uma sede em condições e equipamentos técnicos necessários.

Afiançou neste sentido aberto a um possível acordo com a ACACV, no que se refere a disponibilização de um espaço do património do Estado para a instalação da nova sede da referida associação.

Abraão Vicente apontou a necessidade de se projectar o cinema cabo-verdiano a partir da ambição que foi a aprovação da lei do cinema cabo-verdiano no parlamento, lembrando que esta “decisão ambiciosa” questionada na altura por deputados da nação era futurística porque exigia ao Estado, às associações e produtores nacionais um elevado nível e um maior envolvimento.

“Há a necessidade de o Estado e do País assumirem a cultura como uma área prioritária no financiamento, acreditamos que a cultura e as indústrias criativas podem desempenhar um papel fundamental no relançamento económico do País nessa era pós covid-19, financiando a sociedade civil, nomeadamente a ACACV, mais teatro, mais música, mais eventos culturais, dinamizando a sociedade civil a partir do Estado”, declarou.

O governante mostrou-se, por outro lado, “expectante” que no próximo orçamento do Estado haverá financiamento extra para garantir a sobrevivência e o relançamento do sector da Cultura em Cabo Verde.

Entretanto, frisou, a referida área não pode ser financiada a 100% pelo privado, tendo realçando que os privados não se têm envolvido à altura daquilo que são as grandes manifestações culturais no País.

“Temos cerca de 10 mil contos para financiar, vai haver um reforço agora com as novas cobranças, o que nós esperamos aqui é que haja um financiamento extra através do Ministério da Cultura” perspectivou, apelando ao engajamento da ACACV para que acrescente a sua voz à voz do ministro e da sua equipa no debate para pedir mais verbas para o sector no próximo debate parlamentar.

CM/HF

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos