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Ministro da Cultura confirma ter demitido o presidente do IPC e anuncia outras mexidas a caminho

 

Cidade da Praia, 03 Jul (Inforpress) –  O ministro da Cultura, Abraão Vicente, confirmou hoje ter demitido o presidente do Instituto do Património Cultural (IPC), Charles Akibodé, e anunciou, para as próximas semanas, outras “mexidas” em instituições sob sua tutela.

“O Dr. Charles Akibodé foi o primeiro a saber da decisão (do ministro) e trata-se de um acto de gestão. Acho que é a primeira vez que a mudança de um director de uma instituição pode ser notícia”, precisou o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas.

O governante, que foi abordado pela imprensa à margem do acto de  abertura do colóquio sobre os 150 anos do Seminário Liceu de São Nicolau, disse que o seu ministério “avalia todas as suas instituições” e que, um ano depois da tomada de posse de Akibodé, achou  “por bem fazer algumas mexidas”.

Anunciou que nas próximas semanas “haverá mexidas” em várias outras instituições sob a tutela do seu ministério, no sentido de “se afinar”.

“Temos um programa do Governo a cumprir e é normal um ano depois haver avaliações… e já agradecemos o contributo que o Dr. Charles deu ao IPC e ao Governo e Estado de Cabo Verde”, indicou Abraão Vicente, acrescentando que agora é “tempo de seguir para novas abordagens”.

De acordo com o ministro, o IPC está a “funcionar normalmente”, com o director administrativo “que, normalmente substitui o presidente nas suas ausências, a gerir o Instituto”.

“Tive conversas personalizadas com todos os directores das várias secções, os projectos estão a andar e nada vai parar”, afirmou a tutela do IPC.

Instado se a gestão de Charles Akibodé não estava a corresponder às suas expectativas, Abraão Vicente respondeu nesses termos: “Não vou fazer comentários sobre isso porque é um acto de gestão”.

Charles Akibodé foi empossado pelo ministro da Cultura como presidente do conselho de administração do IPC em Julho de 2016.

Na ocasião, havia manifestado o desejo de ter um instituto voltado para a sociedade civil e mais próximo do povo de Cabo Verde.

“A nossa tarefa é salvaguardar a memória colectiva do povo de Cabo Verde, e para podermos valorizá-lo temos que sair do nosso gabinete, para trabalhar mais próximo das pessoas”, disse, na altura.

LC/ZS

Inforpress/Fim

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