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Ministra franco-cabo-verdiana defende que realidade da diáspora tem sido “ocultada”

Paris, 08 Out (Inforpress) – A ministra da Igualdade francesa, Elisabeth Moreno, disse hoje na Cimeira França-África que a realidade da diáspora africana em França tem sido “ocultada” e que está na altura de construir pontes em vez de muros entre os dois continentes.

“A minha história é a de uma diáspora, a de milhões de compatriotas e africanos. É uma realidade que durante muito tempo foi ocultada e invisível. Apesar das caricaturas no discurso público, esta realidade representa muitas realidades diferentes e é por isso que, onde querem construir muros, eu quero construir pontes”, afirmou Elisabeth Moreno, perante cerca de 5.000 pessoas na cimeira que se realizou em Montpellier.

A governante nasceu em Cabo Verde e chegou a França com 7 anos, tendo feito a sua carreira no setor da tecnologia e das telecomunicações, alcançando lugar de destaque nalgumas das principais empresas mundiais destes setores, tendo aceitado em 2020 o convite de Emmanuel Macron para integrar o Governo francês.

“Eu nasci num pequeno arquipélago africano, tão pequeno que às vezes os geógrafos esquecem-se de o incluir nos mapas do Mundo. Nasci em Cabo Verde e é um país com o qual guardo muitos laços. Vim para França com 7 anos com a minha família, com medo, mas também com muita esperança”, contou a ministra.

No início do seu discurso na Cimeira França-África, em Montpellier, Elisabeth Moreno fez questão de cumprimentar em português os participantes da África lusófona oriundos de Cabo Verde, Angola e Moçambique, uma mensagem que levou a aplausos na sala.

A ministra, que trabalha as questões da igualdade não só entre géneros, mas também discriminações de todos os tipos, lembrou que tal como ela, a história entre África e a França está ligada, assim como o futuro, estando no centro o papel das diásporas.

“França e África têm um passado conjunto e um laço único, o nosso futuro não se pode fazer separadamente. As diásporas estão no coração desta ligação e do seu futuro. São elas que nos ligam e é essa a nossa intenção com esta cimeira”, defendeu a ministra.

O encontro de hoje fez-se num formato que o Palácio do Eliseu considerou como “inovador”, onde os líderes africanos não foram convidados, mas onde os jovens dos continentes, assim como ativistas de diferentes áreas, tomaram a palavra e falaram sobre a sua visão do futuro para a relação entre a França e o continente africano.

Inforpress/Lusa/Fim

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