Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Ministra destaca trabalho em prol da “participação efectiva” da mulher na vida política, económica e social (c/video)

Cidade da Praia, 09 Mar (Inforpress) – A ministra da Educação e ministra da Família e Inclusão Social manifestou hoje o seu reconhecimento face ao trabalho que o País vem realizando em prol da “participação efectiva” da mulher na vida política, económica e social.

Maritza Rosabal fez essas considerações na cerimónia de abertura de uma aula magna sobre a “Violência em tempo de eleições”, promovido pelo Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade do Género (ICIEG), no âmbito do Dia da Internacional das Mulheres, assinalado domingo, 08.

“É um dia propício para reconhecermos o trabalho feito por algumas mulheres que se enveredaram pela vida política, pelo caminho percorrido e pela pressão social que foi decisiva para que a Lei da Paridade fosse aprovada”, disse.

A par isso, referiu-se sobre a lei de Violência Baseada no Género (VBG) que permitiu a mudança de mentalidade de homens e mulheres no País e contribuindo para que os números, nesta matéria, “diminuíssem considerável”.

Mais do que falar da diminuição da taxa da VBG no país, a titular da pasta do ICEIG asseverou que a mudança geracional é que está a ditar esta baixa de casos, pois jovens da actualidade estão a contribuir para a “transformação que se quer nessa matéria”.

Segundo Maritza Rosabal, o que falta ao arquipélago, neste momento, é conseguir a paridade política e igualdade salarial, pelo que recomendou um trabalho a todos os níveis para que se possa atingir esta meta.

“Temos de conseguir criar condições para a equidade, e para isso tem-se de trabalhar o espaço público a partir de políticas públicas com a introdução, no programa do Governo, da implementação do plano de cuidados que reconhece a carga desigual do trabalho das mulheres e a criação de estruturas para que as mulheres possam participar em pé de igualdade”, disse.

Sublinhou ainda que o País, com as eleições de 2020, encontra-se num “momento oportuno” para dar corpo às exigências da participação da mulher nos diversos domínios da vida.

Por sua vez, a presidente do ICIEG, Rosana Almeida, realçou que as mulheres cabo-verdianas já deram provas de que podem fazer “mais e melhor” e “fazer jus” à Lei da Paridade.

“Temos de derrubar barreiras lá onde existir para que as nossas filhas e filhos não tenham a preocupação que temos hoje, ou seja, o desequilíbrio de género e todas as suas consequências. O acesso e as oportunidades terão de ser uma rotina e não uma preocupação”, defendeu.

Feito isso, avançou que o lema escolhido pelo ICIEG na caminhada até a paridade revela-se oportuna e, “cada vez mais apurado e actualizado”, pelo que se congratulou com a atitude dos partidos políticos, que estão a dar “sinais de vitalidade e de respeito” para com a lei.

“A nossa juventude não hesita em dizer que quer estar onde decidir em pé de igualdade com os homens. A participação feminina na política é um direito fundamental que deve ser priorizada”, indicou.

A coordenadora residente do Sistema das Nações Unidas em Cabo Verde, Ana Patrícia Graça, por seu lado, fez referência ao desempenho da ONU nesta matéria a ponto, precisou, de ter promovido, este ano, o tema “Geração igualdade” para concretizar os direitos das mulheres e marcar o Dia Internacional da Mulher.

Lembrou que na sua mensagem alusiva a data, o secretário-geral das Nações Unidas afirmou que com as mulheres ainda ocupando apenas um quatro das cadeiras nos parlamentos, em todo mundo, a apresentação política é evidência mais clara da diferença do poder entre os géneros.

“É a hora de pararmos de tentar mudar as mulheres e pensar em mudar os sistemas e os desequilíbrios de poder que as impendem de alcançar o seu potencial, pois, promover a participação das mulheres na tomada de decisão continua a ser um combate essencial, que nos interpela a todos e, em particular, as Nações Unidas”, disse.

A igualdade de género, defendeu, tem de ser um objectivo na construção da democracia, visto ser um “direito humano fundamental” e que faz parte das políticas públicas dos países e também presente em Cabo Verde nos vários documentos e planos existentes.

Referindo-se à participação da mulher nos processos eleitorais apontou dados que indicam que em Cabo Verde a participação “é fraca” em órgãos nacionais como locais, sendo que em eleições legislativas de 2016 foram eleitas 17 mulheres, mais duas que em 2011, passando o país de uma taxa de 20.8% para 23.6%, quando a meta mundial é de 30%, num momento em que se trabalhar para um planeta 50/50.

Nas eleições autárquicas, frisou, a taxa é de 22% em 2012, 26.3% em 2016, sendo a proporção de deputadas nas assembleias municipais, agora, de 29,4%, 21% das vereadoras nas câmaras municipais e 13.6% nas assembleias municipais.

“Sabemos que a violência política se manifesta não só através de agressões físicas, mas também psicológicas e sexuais contra candidatas nomeadas ou eleitas. O objectivo da violência é restringir ou suspender o exercício do cargo, induzindo ou obrigando a mulher a agir contra a sua vontade no cumprimento das suas funções ou exercício dos seus direitos”, sublinhou.

Concluindo, afirmou que o mundo possui apenas dez anos para transformar a agenda a que se propôs, e em que as questões de igualdade ocupam “lugar central”.

A actividade do ICIEG para assinalar o Dia da Mulher contou com um momento de testemunho de três mulheres na política, Dora Pires, Filomena Delgado e Hermínia Curado.

 

PC/AA

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos