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Ministra da Justiça escusa-se pronunciar sobre o caso de pessoas desaparecida em Cabo Verde

Cidade da Praia, 20 Fev (Inforpress) – A ministra da Justiça escusou hoje a pronunciar-se sobre em que pé se encontra o caso das crianças desaparecidas, alegando que “quem investiga é o Ministério Público”, através da “assistência da coadjuvação” dos órgãos da Policia.

“Não tenho como saber, não posso saber e até porque está em segredo de justiça qual é ponto da situação da investigação”, justificou Janine Lélis.

A governante fez essas considerações à imprensa, à margem da audição hoje na Comissão Especializada de Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos, Segurança e Reforma do Estado (CEACDHSRE) do Parlamento.

Instada sobre uma possível vinda de polícias estrangeiras para colaborarem nas investigações, respondeu nesses termos: “Tudo que podia ser feito em termos de cooperação internacional e que pudesse ajudar nesse processo, já foi desenvolvido, como foi dito pelo próprio senhor Procurador-Geral da República”.

Há um ano que Clarisse Mendes (Nina) e Sandro Mendes (Filú), ambos hoje com 10 e 12 anos, respectivamente, estão desaparecidos e o país não sabe do paradeiro destes menores.

Neste momento, há quatro pessoas desaparecidas em Cabo Verde de quem não se desconhece o paradeiro.

A 03 de Fevereiro do ano passado, Clarisse Mendes (Nina) e Sandro Mendes (Filú), ambos hoje com 10 e 12 anos, respectivamente, saíram de casa, em Achada Limpa, onde se encontravam na companhia da avó, para comprarem açúcar na localidade de Água Funda, na Cidade da Praia, e nunca mais foram vistos.

Ainda relacionado com o desaparecimento de pessoas em Cabo Verde, encontra-se também pendente o caso da jovem Edine Jandira Robalo Lopes Soares, que deixou a casa em Achada Grande Frente (Praia) alegando que ia levar o bebé para o controlo no PMI (Programa Materno-Infantil), na Fazenda, Cidade da Praia. Mãe e filho nunca mais voltaram.

Edvânea Gonçalves, uma menina, também faz parte da lista negra das pessoas desaparecidas em Cabo Verde.
Tinha dez anos quando saiu para fazer um mandado, a pedido da mãe, junto de uma vizinha a pouco mais de 100 metros da sua residência, e não voltou.

A 13 Julho do ano passado, a Polícia Judiciária cabo-verdiana (PJ) dava ao país a triste notícia de que as ossadas encontradas em Janeiro, na localidade de Ponta Bicuda, Praia, pertenciam à criança de Eugénio Lima.

LC/JMV

Inforpress/Fim

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