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Ministra aponta promoção da lei de paridade como uma das medidas políticas do Governo para a igualdade de género

 

Cidade da Praia, 16 Nov (Inforpress) – A ministra da Educação, Maritza Rosabal, anunciou hoje uma série de políticas introduzidas pelo Governo nos diversos planos de desenvolvimento sustentável do país no que respeita a abordagem género apontado como primeira medida a promoção da lei de paridade.

Maritza Rosabal fez essa consideração à imprensa, à margem do Fórum Internacional em Género no âmbito dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável no Horizonte 2030: Diálogos Sul-Sul, que acontece de 16 a 17 na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV).

“Isso mostra que a questão género foi transversalidade e indica que, pela primeira vez, existe marcadores para analisar a evolução das questões relacionadas com o género no país. Por outro lado, a lei da paridade significa pôr fim à discriminação e reconhecer que mulheres e homens têm direitos iguais”, disse.

Segundo a governante, no que se refere ao género, está-se a trabalhar para a erradicação da violência de género, que apesar da existência de uma lei, continua sendo um “problema”.

Neste âmbito, salientou que se vai fazer uma junção dos processos relacionados com a questão género para que as resoluções dos problemas ligados à violência sejam muito mais céleres.

As questões do empoderamento económico, assim como o mercado informal, devem segundo a ministra, ser mais trabalhadas para que as mulheres tenham acesso a um trabalho decente e que lhes permitam ter poder económico.

Para a reitora da Uni-CV, Judite Medina do Nascimento, que considerou o fórum de “específico” por trazer pessoas de vários países do Sul, para um diálogo Sul/Sul sobre a questão género, “o mais importante” é o enriquecimento da extensão universitária através de troca de experiências e informações entre investigadores.

“Acreditamos que a partir destes tipos de experiências e dessa partilha de informações poderemos identificar as estratégias e metodologias com maior impacto, que poderão levar a uma melhor definição para que todos juntos possamos atingir os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável Número 5”, perspectivou.

Conforme Judite Medina do Nascimento, não se pode combater a pobreza sem se dar atenção à questão da igualdade de género.

Já a representante Adjunta do PNUD, Ilaria Carnevali, lembrou no seu discurso o quanto o Governo e a Uni-CV têm-se envolvido e comprometido para o progresso da igualdade de género, bem como a sua transversalidade nos diferentes planos de desenvolvimento.

Ilaria Carnevali, que lembrou que sem trabalhar as questões de igualdade de género e definir um olhar de género sobre as problemáticas de desenvolvimento, não será possível alcançar os ODS, chamou a atenção de todos no sentido de se cumprir a Agenda 2030.

As desigualdades, segundo a represente Adjunta do PNUD, não são apenas económicas, mas são de direitos, de poder, de oportunidades, sendo a desigualdade de género a mais radicada, pelo que recomenda o seu enfrentamento ao mais diverso nível.

Durante o fórum serão debatidos temas como “Estatísticas de género”, “Diálogo sobre globalização, migrações internacionais e mutilação genital feminina”, “Género, violências e criminalidade urbana”, “Género e empoderamento Económico e Político”, entre outros.

Participam no fórum investigadores sobre a igualdade de género do Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Chile.

O Fórum Internacional em Género no âmbito dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável no Horizonte 2030: Diálogos Sul-Sul, a decorrer de 16 a 17, enquadra-se no projecto de comemoração do décimo aniversário da Uni-CV.

PC/ZS

Inforpress/Fim

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