Ministério das Finanças classifica de “inapropriada” a associação do seu nome a um caso de violação sexual de menor

Cidade da Praia, 25 Jan (Inforpress) – O Ministério das Finanças classificou hoje de “inapropriada” a associação do seu nome a um caso de agressão sexual de menor em que um funcionário da instituição é acusado de ser o autor.

Essa posição foi manifestada num comunicado enviado hoje à redação da Inforpress em reacção ao comunicado da Procuradoria-Geral da Republica (PGR), divulgado quinta-feira, 24 na sua página electrónica intitulado “Funcionário do Ministério das Finanças em Prisão Preventiva por indícios de Agressão Sexual com penetração contra menor”.

“Face ao conteúdo do comunicado, o Ministério das Finanças vem demarcar-se categoricamente de qualquer tentativa inapropriada de associar a vida privada de um cidadão, que coincidentemente é seu funcionário, à instituição a que este pertence” refere o documento.

O Ministério das Finanças salienta que o alegado crime ocorreu fora das instalações do ministério e que a natureza do mesmo não tem qualquer relação com as funções que o funcionário vinha desempenhado até a presente data.

A instituição governamental afirma que confia no funcionamento da Justiça cabo-verdiana e no primado da Lei e repudia qualquer acto que possa pôr em causa a integridade física e moral de menores de idade, pelo que espera que havendo responsabilidade criminal “ela será assacada”.

Em comunicado publicado na sua página oficial, a Procuradoria-Geral da República (PGR) informou a detenção fora de flagrante delito, do homem de 42 anos, tendo-lhe sido aplicado como medida de coação a prisão preventiva, por indícios da prática de três crimes de agressão sexual com penetração agravado contra menor de idade.

De acordo com a mesma fonte, o indivíduo tinha sido detido para primeiro interrogatório judicial e foi-lhe aplicada as medidas de coação de termo de identidade e residência, interdição de saída do país e proibição de contactar a vítima.

“Inconformado”, o Ministério Público interpôs recurso do despacho que aplicou as medidas de coação de identidade e residência, interdição de saída do país e proibição de contactar a vítima que corre termos no Tribunal Superior.

“Entretanto, passado um mês e havendo informações de que o arguido teria violado a medida de proibição de contactar a ofendida, o Ministério Público realizou novas diligências de prova, ordenou nova detenção do arguido, para efeito de alteração das medidas de coação anteriormente aplicadas para a de prisão preventiva”, informou a PGR.

MJB/FP

Inforpress/fim

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