Ministério da Saúde promove reflexão para análise da situação de luta contra os mosquitos na ilha de Santiago

 

Cidade da Praia, 19 Abr (Inforpress) – O Ministério da Saúde e o Programa Nacional de Luta contra o Paludismo (PNLP) realizam esta quarta-feira, na Cidade da Praia, um encontro de reflexão sobre a situação de luta contra os mosquitos na ilha de Santiago.

Em declarações à Inforpress, o coordenador nacional de luta contra doenças de transmissão vetorial, António Moreira avançou que o evento que se enquadra nas actividades alusivas à comemoração do Dia Mundial de Luta contra o Paludismo, 25 de Abril, visa analisar com os responsáveis das diferentes estruturas de saúde a situação de luta contra os mosquitos na ilha.

“Vamos analisar, especificamente, a ilha de Santiago, porque no ano passado todos os casos de paludismo autóctones foram registados na Cidade da Praia. A intenção é reunir para fazer um balanço sobre o que foi feito no ano passado, identificar constrangimentos, dificuldades, obstáculos e formas de as ultrapassar”, disse.

António Moreira, indicou ainda que o propósito final é reunir subsídios que possam ajudar a melhorar as intervenções neste domínio, visto que o grande problema da Cidade da Praia é o ambiente.

De acordo com este responsável, Cabo Verde no que respeita a luta contra o paludismo tem conseguido avanços importantes, estando numa fase avançada do processo de eliminação do paludismo até 2020, atendendo assim, os objetivos traçados pela Política Nacional de Saúde.

Conforme realçou, isso tem exigido do Estado e da população esforços importantes no combate à doença, nomeadamente no diagnóstico e tratamento e no controlo do mosquito vector.

No país, a taxa de paludismo tem sido residual, razão por que o arquipélago foi premiado pelos esforços no combate à doença pela Aliança de Líderes Africanos para a Malária, depois de obter uma taxa de cobertura de 95% de redes impregnadas com inseticida para prevenir a contaminação.

Em 2016 o país foi confrontado com 50 casos, 26 importados e 24 autóctones, do qual resultou uma morte. Em 2015 o registo de paludismo foi de sete casos autóctones e 21 importados.

A data que este ano se assinala sob o lema “Acabemos Com o Paludismo Para Sempre” visa destacar os avanços realizados e refletir a visão de um mundo sem paludismo, conforme o estabelecido na Estratégia Técnica Mundial contra o Paludismo, 2016-2030.

PC/FP

Inforpress/fim

 

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