Ministério da Educação quer melhorar gestão dos recursos humanos

 

Cidade da Praia, 10 Ago (Inforpress) – O Ministério da Educação está a trabalhar para definir políticas estruturantes que visam melhorar a gestão e distribuição do pessoal docente e não docente a nível nacional, disse hoje à Inforpress o director de Serviços Gestão e Recursos Humanos.

A revelação foi feita por Adilson Semedo, à margem do Conselho do Ministério da Educação, que reuniu durante dois dias, na Cidade da Praia, dirigentes dos serviços centrais e desconcentrados do ministério para análise e balanço do ano transacto e discutir questões relacionadas com o novo cenário educativo.

Segundo avançou, a ideia é definir políticas estruturantes para uma melhor gestão e distribuição do pessoal docente e não docente a nível nacional.

“Para tal efeito, o Ministério da Educação efectuou durante dois meses (Maio e Junho) um estudo com recolha de dados e um conjunto de informações relacionadas com função exercida, categoria profissional, início das acções, actividades docentes e carga horária, de modo a conhecer a situação real dos docentes em termos de gestão e distribuição nas escolas do ensino básico e do secundário do país”, indicou, anotando que o estudo tem o prepósito de melhor auxiliar a definição de políticas futuras.

De acordo com os resultados provisórios, 8.294 docentes e não docentes estão registrados como funcionários do ministério, 7.154 desses trabalhadores integram a carreira docente e 403 são docentes por registrar.

Segundo o responsável do Ministério da Educação, 91 por cento (%) dos funcionários integram a carreia docente e apenas 9% integram a carreira do pessoal não docente, o que demonstra que a grande parte dos funcionários do ministério da educação se enquadram na carreira docente.

O documento revela ainda, que 76% dos professores estão a exercer a função de docente e 24% são profissionais que estão enquadrados como professores, mas não exercem, efectivamente, a função de docente, ou seja, estão a exercer funções de técnico administrativo, gestão ou de interacção das escolas.

Os dados indicam que dos 1.186 docentes, 689 não estão registradas em nenhuma actividade profissional, e 112 professores alegam ter problemas relacionados com a saúde.

Do estudo foi constado ainda que 530 professores estão a exercer funções em determinado estabelecimento de ensino, mas em termos de renumeração salarial estão registrados numa outra escola.

AV/CP

Inforpress/Fim

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