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Ministério da Educação analisa possíveis riscos à implementação do plano estratégico 2017-2021

 

Cidade da Praia, 10 Mai (Inforpress) – Dirigentes dos serviços centrais e desconcentrados, bem com equipas técnicas do Ministério da Educação estão reunidos na Cidade da Praia num ateliê de recolha de subsídios para a finalização do Plano Estratégico da Educação (PEE) 2017-2021.

Segundo a ministra da Educação, Família e Inclusão Social, Maritza Rosabal, durante este encontro vai-se analisar quais os possíveis riscos da implementação desse plano, por forma a que medidas possam ser tomadas e ultrapassar esses riscos.

“Nós vamos ver os pontos fracos que temos no ambiente geral, tanto do ponto de vista interno como do ponto de vista externo e que pode, digamos, agir negativamente”, disse adiantando que esses riscos podem ser de várias ordens, desde a questão das atitudes, práticas instituições ou a indisponibilidade orçamental.

Maritza Rosabal sublinhou que o documento foi desenvolvido em alinhamento com as orientações emanadas do programa do Governo para a IX legislatura e em articulação com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O PEE 2017-2021 está estruturado em eixos de actuação que têm a ver com o acesso, a qualidade, a eficácia e efectividade e a governança com foco nos alunos, e contempla quatro programas de actuação, sendo um para cada nível de educação.

“Temos programa para o pré-escolar que objectiva, sobretudo, a universalização do acesso a esse nível educativo, um programa para o ensino básico, educação para toda a vida e que cobre a escolaridade do primeiro ao oitavo ano, tanto na educação formal, das crianças e dos adolescentes como a educação básica para os adultos”, apontou a governante.

Outros programas têm a ver com o ensino secundário, que neste novo figurino que vai do nono ao 12º ano de escolaridade, e o ensino superior onde estão as questões centrais como o desenvolvimento da pesquisa, da ciência, tecnologia e inovação e a ligação entre o mundo académico com o mundo empresarial e a investigação social no campo da educação.

Além dos quatro programas, o PEE 2017-2021 contempla ainda os programas transversais que estão traduzidos em projectos de acção social escolar para permitir o acesso equitativo a todos, às questões de igualdade de género, cidadania a educação especial.

A implementação deve começar de forma faseada nos primeiros níveis de ensino.

“A grande mudança começa no primeiro ano de ensino básico e no pré-escolar. Começamos também com novas orientações curriculares. Temos novos materiais de Língua Portuguesa e de Matemática, eu quero dizer que os materiais que vão ser implementados este ano serão a título experimental. Portanto, uma publicação provisória”, disse a ministra.

MJB/CP

Inforpress/Fim

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