Miguel Monteiro considera “positivo” o balanço do primeiro ano de governação do MpD

 

Cidade da Praia, 20 Abr (Inforpress) –  O secretário-geral (SG) do MpD (no poder), Miguel Monteiro disse hoje que o balanço do primeiro ano de governação do seu partido é “positivo”, tendo em conta os “vários constrangimentos” que herdaram do anterior executivo.

Em declarações à Inforpress, o SG do Movimento para a Democracia lembrou que o actual Governo recebeu um país com “elevada insegurança, muito desemprego e empresas públicas a passarem por inúmeras dificuldades”.

Entre as situações que diz terem herdado, destacou o arresto de um avião Boeing da transportadora aérea nacional, a situação da imobiliária IFH, barragens que não estavam a cumprir os objectivos para os quais foram concebidas.

Segundo ele, várias classes profissionais tinham algumas das suas reivindicações pendentes porque o Governo anterior não as atenderam.

“O transporte interilhas estava a passar por dificuldades várias e havia ilhas como Maio e São Nicolau, que por vezes, ficavam semanas sem ligações”, precisou este dirigente político, para quem o novo Governo teve uma “nova abordagem para com a sociedade”.

“Dou o exemplo dos empresários que disseram que realmente houve um volte-face no relacionamento”, indicou Miguel Monteiro, acrescentando, que a anterior ministra das Finanças “sequer recebia os empresários”, enquanto o actual titular tem uma outra forma de se relacionar com estes homens de negócios, frisou.

Para este responsável político, o executivo de Ulisses Correia e Silva adoptou medidas nos sectores fiscal e orçamental que permitiram um “crescimento económico de 3.9 por cento, que há mais de sete anos não se assistia no país”.

“A média dos últimos cinco anos foi de apenas um por cento”, enfatizou o dirigente do MpD a propósito do crescimento económico, sublinhando ainda que a tendência para o que está orçamentado é de cinco por cento.

Relativamente ao emprego, destacou o facto de, pela primeira vez, a população activa ter aumentado nos últimos sete anos, à excepção de 2012.

“O país só pode desenvolver-se com pessoas que estão activamente presentes ao nível do mercado do trabalho”, declarou o SG do MpD.

Sobre a TACV-CABO VERDE AIRLINES, avançou que a situação foi “minimamente resolvida” e que o Governo está a trabalhar uma solução “mais definitiva”.

No concernente à IFH, prossegue, está-se a trabalhar para resolver a questão do endividamento, assim  como se está a trabalhar no projecto Casa para Todos “que apenas construiu cerca de dois mil fogos, quando eram previstos 6010”.

“Os professores estão a ver resolvidos os seus problemas, assim como os médicos, os enfermeiros, a Polícia Nacional e a Polícia Judiciária”, exemplificou Monteiro, mostrando ainda que do rol dos problemas resolvidos, consta a ilha do Maio que passou a contar com um barco que faz ligações três vezes por semana, enquanto São Nicolau apresenta uma situação, em termos aéreos, “totalmente diferente daquilo que acontecia”.

“A criminalidade desceu em relação aos níveis que encontramos, temos dois médicos por cada centro de saúde”, o político, acrescentando que o Governo do seu partido está a iniciar um processo que “vai culminar com mais rendimento, mais condições de vida e um índice de desenvolvimento humano para os cabo-verdianos”.

“Foi um ano positivo face ao que havia antes das eleições de 2016”, concluiu.

Indagado sobre a oposição que, nesse aspecto, tem uma opinião contrária à do MpD, disse: “Temos uma oposição que está a tentar a fazer o seu trabalho. Falo concretamente do PAICV. Trata-se de uma oposição que não está a conseguir dar minimamente opções para aquilo que estamos a verificar. O PAICV (Partido Africano da Independência de Cabo Verde) tem estado a criticar por criticar. Veja-se, por exemplo, o caso das contas trimestrais que fizeram uma análise crítica, tendo concluído que o défice diminuiu e que há uma evolução favorável das receitas correntes e consideram isso mau”.

Para Miguel Monteiro, o PAICV ainda “não se habituou de que está na oposição e não está a conseguir desempenhar cabalmente este papel”.

“Precisamos de uma oposição forte e coerente porque governar implica ter esta oposição para criticar quando as coisas vão mal” assinalou Monteiro, para quem o PAICV está “a criticar só por criticar e, naturalmente, não é valorizada pela sociedade”.

Aos cabo-verdianos reiterou que o Governo vai cumprir com os compromissos assumidos durante as campanhas eleitorais.

LC/FP

Inforpress Fim

 

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