Migrações: EUA mobilizam centenas de militares para fronteira com o México

Washington, 25 Out (Inforpress) – Os Estados Unidos vão mobilizar centenas de militares para reforçar a segurança na fronteira com o México, numa altura em que milhares de migrantes hondurenhos prosseguem uma marcha sem precedentes em direcção ao território norte-americano, foi hoje divulgado.

A informação foi avançada por um funcionário norte-americano, que falou sob anonimato, que referiu que é expectável que o secretário da Defesa norte-americano, Jim Mattis, assine ainda hoje uma ordem que autorize o envio de 800 ou mais militares para a fronteira sul do país.

O chefe do Pentágono (sede do Departamento de Defesa) está assim a responder a um pedido do Presidente norte-americano, Donald Trump, que no início desta semana afirmou que o país estava a enfrentar uma “emergência nacional” e que reiterou que o patrulhamento fronteiriço devia ser reforçado com forças militares.

Nas últimas duas semanas, vários milhares de hondurenhos, incluindo famílias inteiras, têm percorrido a pé muitas centenas de quilómetros e cruzado as fronteiras de vários países da América Central com um único objectivo: entrar no território dos Estados Unidos.

Fugir da miséria, da violência de grupos criminosos organizados nas Honduras e alcançar o ‘sonho americano’ são as principais motivações destas pessoas que integram a “Marcha dos Migrantes”, como está a ser apelidada esta movimentação em massa de migrantes.

Na segunda-feira, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) estimou que a marcha já conta com mais de 7.000 pessoas.

O mesmo funcionário norte-americano precisou que não tinha autorização oficial para falar sobre este assunto, porque os pormenores do destacamento ainda estão a ser finalizados.

Os militares que serão destacados vão providenciar um apoio logístico às equipas de patrulhamento fronteiriço, referiu a mesma fonte.

Esse apoio logístico vai incluir o fornecimento de vários itens, como veículos, tendas e equipamentos.

Em Abril passado, o Pentágono já tinha autorizado o destacamento de cerca de 2.000 elementos da guarda nacional – uma unidade de reserva das forças armadas norte-americanas – para a fronteira dos Estados Unidos com o México.

Na altura, este destacamento foi realizado em resposta a uma outra vaga de migrantes oriunda da região sul do México.

Perante a “Marcha de Migrantes” que partiu das Honduras, Trump já ameaçou fechar a fronteira entre os Estados Unidos e o México e decidiu avançar com cortes nas ajudas económicas a três países da América Central (Guatemala, Honduras e El Salvador) que, segundo o próprio, têm sido ineficazes a travar esta movimentação em massa de pessoas.

O chefe de Estado norte-americano também tem reforçado as críticas contra as leis migratórias aprovadas pelo Partido Democrata norte-americano.

Em relação a este novo destacamento, não é claro até ao momento se vão ser mobilizadas tropas regulares do exército ou novos reservistas da guarda nacional norte-americana.

Lusa/Fim

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