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Médico José da Rosa diz que o cancro é a segunda causa de morte em Cabo Verde (c/áudio)

Cidade da Praia, 07 de Jul (Inforpress) – O médico José da Rosa disse hoje que o cancro é a segunda causa de morte em Cabo Verde, seguido de doenças cardiovasculares, sendo o da próstata a que mata mais os homens no País.

Nas mulheres, afirmou, o cancro da mama e o do colo do útero é o que mais ceifa as vidas no arquipélago.

O membro da direcção da Associação Cabo-verdiana de Luta Contra o Cancro (ACLCC) fez essas considerações, em conferência de imprensa, na Cidade da Praia, em que foi dado a conhecer à imprensa o programa previsto para o mês de Julho, em que a ilha da Boa Vista vai ser o palco principal das actividades da organização, para assinalar o 14º aniversário da sua criação.

“A associação tem nesses três cancros [colo do útero, mama e próstata] o seu foco principal para se poder fazer, de facto, o melhor controlo e mais informação à população para ir atempadamente aos centros de saúde e fazer rastreios, porque é assim que conseguimos detectar precocemente o cancro e poder, da melhor forma, tratá-lo”, precisou José da Rosa.

Instado por que razão o cancro, depois de ser tratado, volta  a reaparecer, explicou que se trata de uma “doença complexa” em relação à qual cada dia se vai conseguindo  “melhores conhecimentos” para o seu tratamento.

Reconheceu, entretanto, que em Cabo Verde as condições são limitadas em termos de seguimento adequado da doença e deu o exemplo de radioterapia, um tratamento complexo desta doença, que ainda não existe no País.

“Segundo informações, há iniciativas para se implementar a radioterapia em Cabo Verde”, informou, adiantando que, neste momento, são feitas a quimioterapia a cirurgia e, de acordo com as suas palavras, “há casos mais complexos” que não são atendidos no arquipélago.

Relativamente aos preços praticados para diagnósticos de diversos cancros, considerados proibitivos, o médico entende que seria desejável que houvesse a possibilidade de um “rastreio generalizado a toda a população, a custo zero ou a um menor custo possível”.

“Há alguns anos, apresentamos um programa de rastreio em relação ao colo do útero, que seria populacional e grátis”, revelou, lamentando que o referido programa teve “altos e baixos e, neste momento, ainda não se conseguiu ou não está na agenda política implementá-lo”.

Dada a gravidade do cancro, realçou José da Rosa, seria bom que os testes de citologias fossem de graça, à semelhança do que acontece em vários países do mundo.

“Um rastreio do cancro devia ser de graça, porque é das doenças mais graves”, admitiu José da Rosa que acredita que Cabo Verde vai evoluir no sentido de haver uma “melhor atenção”, particularmente, em termos de isenção às pessoas mais vulneráveis, em ordem a, também, terem acesso a um programa de rastreio que seja grátis.

Para o médico, ao contrário do que se pensa, hoje há cada vez mais homens a procurar os serviços de saúde para o rastreio do cancro.

“Graças ao trabalho da ACLCC e do Ministério da Saúde, no geral, e, também, da comunicação social, os homens estão cada vez mais a aderir [ao rastreio do cancro], indicou, acrescentando que hoje “estão cada vez mais sensibilizados, têm melhor conhecimento” e, logo, querem fazer o despiste da doença.

LC/ZS

Inforpress/Fim

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