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MCIC está a trabalhar para colocar Tabanca na lista de patrimónios mundiais da humanidade da Unesco (c/áudio)

Assomada, 04 Jun (Inforpress) –  A Tabanca assim como o ex-Campo de Concentração do Tarrafal de Santiago são os dois próximos bens que Cabo Verde quer colocar na lista de patrimónios mundiais da humanidade da Unesco.

A informação foi hoje avançada à imprensa pelo ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, após presidir à abertura do fórum “Tabanca Nós Raiz: Política de Salvaguarda e novas perspectivas de valorização”, enquadrada nas actividades alusivas ao mês dos Museus, que teve como palco o Museu da Tabanca, em Chã de Tanque, Santa Catarina.

“É nosso firme objectivo que a tabanca seja o próximo género imaterial a ser candidato a património imaterial da humanidade. Já há um vasto estudo feito”, declarou o governante.

Sem, no entanto, precisar uma data para a apresentação dessa candidatura, assegurou que este género musical e a manifestação cultural de Cabo Verde e o ex-Campo de Concentração são os dois bens que Cabo Verde vai trabalhar nos próximos cinco anos para que se tenha uma candidatura a património imaterial da humanidade.

“Com isso esperamos, não só, recuperar a prática da tabanca na via pública como espectáculo e folclore, mas também reabilitar a sua presença nas comunidades, reabilitar através da inserção de novos elementos no folclore, mas também reabilitar a sua presença como um instrumento comunitário de socialização, de educação e de pedagogia com os jovens”, vaticinou.

Na ocasião, a mesma fonte lembrou que o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas (MCIC), através do Instituto do Património Cultural (IPC) está a fazer um “vasto trabalho” de recolha, de mapeamento e de empoderamento dos grupos de tabanca a nível nacional, ou seja, nas ilhas do Maio e de Santiago (Praia, Santa Catarina e São Miguel).

É que, segundo o governante, o que o IPC está a tentar fazer é recuperar a idiossincrasia, ou seja, aquilo que é a essência deste género musical que já é Património Nacional.

De entre os ganhos do primeiro mandato para esta manifestação, destacou a institucionalização do apoio financeiro de 200 contos anuais a cada grupo da tabanca bem como ao departamento de estudo da tabanca.

Já para este mandato que, ora se inicia, Abraão Vicente definiu como prioridade “construir e reconstruir” as capelas de tabanca em cada comunidade, com o objectivo de criar uma rede nacional de capelas musealizadas para que se possa criar uma verdadeira rota turística que agregue outras valências que as comunidades que recebem as capelas/museus têm, mormente a vertente gastronómica e do artesanato.

FM/HF

Inforpress/Fim

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