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MCIC anuncia Plano Operacional do Turismo de 500 mil contos para reforçar rotas culturais, museus e financiar eventos (c/áudio)

Mindelo, 27 Nov (Inforpress) – O ministro da Cultura disse hoje, no Mindelo, que Cabo Verde terá, no próximo ano, um Plano Operacional do Turismo, de cerca de 500 mil, contos para reforçar rotas culturais, garantir financiamento de alguns eventos culturais até 2026.

Abraão Vicente falava à imprensa, à margem da sua participação no painel “Grandes Conversas”, da Feira de Artesanato e Design de Cabo Verde (Urdi), que decorre no Mindelo, durante o qual falou sobre o “Pensamento e acção integrados – Visão de futuro”.

Segundo o ministro da Cultura, esses eventos são o Atlantic Music Expo (AME), o Kriolo Jazz Festival, o Festival da Baía das Gatas, o Mindel Summer Jazz, o Morabeza, a Urdi, a Festa da Bandeira, a do São João e um conjunto de outros pequenos eventos e o Carnaval do Mindelo, que vai ter uma verba “ligeiramente superior” ao dos anos anteriores.

“Estamos a trabalhar para que possamos garantir o financiamento do trabalho, a médio e a longo prazo, nomeadamente a recolha do património imaterial e a reconstrução do património construído, e também para que tenhamos parte do fomento às artes garantida através de financiamentos dos grandes eventos que empregam milhares e milhares de artistas cabo-verdianos”, explicou.

Conforme Abraão Vicente, o Plano Operacional Turístico é mais amplo do que o sector turístico e é financiado pelo Banco Mundial. Da parte do sector da cultura, acrescentou, estão a trabalhar apenas o sector dos museus e o financiamento dos grandes eventos através da Direcção Nacional das Artes e do Instituto Património Cultural (IPC).

“Esta é a fatia, exactamente, para valorizarmos as rotas culturais, gastronómicas, patrimoniais, e património religioso e criar estruturas museológicas que também sejam visitáveis e sejam um dos pilares do próprio sistema de ensino”, destacou o governante, para quem esta estratégia vem desde o Programa do Governo em 2016 em que ficou plasmado que se deveria promover uma maior articulação entre o sector da cultura e o do turismo.

Isto, elucidou, tendo em conta às “directrizes internacionais que apontavam para um fortalecimento do segmento do turismo cultural, dentro daquilo que é a valorização dos destinos”, e ao “Índice de Competitividade que mostrava que Cabo Verde é um País com fortes potencialidades, mas, com fracos conteúdos culturais”.

A estratégia, frisou, foi “inverter completamente esse ciclo” com um investimento de quase 700 mil contos, do Fundo do Turismo.

“O turismo tem estado a abrir mão de parte das entradas através da taxa privada para financiar o programa de cultura e nós temos aproveitado essa abertura para criar programas estruturantes como foi a certificação do artesanato, o financiamento anual da Urdi, e grandes festivais”.

É que, defendeu o ministro, “Cabo Verde é muito mais que morabeza” e esta morabeza “não pode significar apenas simpatia ou a arte de bem receber”.

“Essa arte de bem receber terá que ter um conteúdo e esse conteúdo passa pela forma como apresentamos a nossa comida, o conteúdo dos nossos museus, a definição clara do mapeamento e da participação dos nossos artesãos na venda e no roteiro dos souvenirs e das prendas que os turistas podem levar”, adiantou.

Outra ideia defendida por Abraão Vicente foi a urgência na introdução das artes no ensino para que se consiga passar os conhecimentos ancestrais de quem trabalha na panaria, na tecelagem e nas outras artes, na conotação de histórias e na própria literatura, e para as novas gerações, através do sistema de ensino.

“Creio que há a abertura do ministro da Educação para fazermos parte desta reforma do sistema de ensino no sentido de termos, de facto, a introdução e a participação mais activa do sector da cultura, com o conhecimento produzido, no sistema de ensino.

Também participou no painel o administrador do Instituto do Turismo de Cabo Verde, Francisco Martins, que seguiu a linha do ministro da Cultura e defendeu a articulação entre os dois sectores de forma a gerar riqueza e promover o desenvolvimento sustentável.

CD/CP

Inforpress/Fim

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