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Matshidiso Moeti apela a sociedade a zelar para o cumprimento dos direitos das pessoas idosas

Cidade da Praia, 01 Out (Inforpress) – A directora regional da OMS para África apelou hoje a sociedade a zelar para que os direitos das pessoas idosas sejam cumpridos para que possam viver com dignidade, por serem quem proporciona sabedoria aos mais jovens.

Matshidiso Moeti fez esse apelo na sua mensagem alusiva à celebração do Dia Internacional do Idoso, que se assinala hoje sbre o tema “As pandemias mudam a forma como encaramos a idade e o envelhecimento?”.

Segundo a representante da Organização Mundial da Saúde (OMS), na sua mensagem, na região africana mais de 17 mil pessoas com mais de 60 anos perderam a vida devido à covid-19, o que representa mais de 50% das mortes por covid-19 na região.

“Para uma luta contra o fardo desproporcional da covid-19 na população idosa, todos devemos desempenhar um papel na sua protecção adoptando medidas de prevenção, como o uso de máscara, o cumprimento do distanciamento físico e a lavagem frequente das mãos”, disse, salientando que os serviços essenciais para as pessoas idosas também são importantes.

Conforme referiu, a imposição de restrições à circulação e ajuntamento de pessoas trouxe outras preocupações, como o isolamento social dos idosos, mas avançou que é possível mitigar este problema mantendo contacto por telefone com os membros mais velhos da família, prestar assistência às pessoas idosas nas nossas comunidades ou simplesmente fazer-lhes companhia.

Em África, segundo disse, a esperança média de vida aumentou e a população idosa representa hoje mais de 54 milhões de pessoas com mais de 60 anos na África Subsariana, o que representa 5% da população idosa a nível mundial.

Ainda segundo aquela responsável da OMS para a região africana, a população de pessoas idosas na África Subsariana pode atingir os 67 milhões até 2025 e os 163 milhões até 2050.

Face a estes dados, e os impactos sociais e económicos do envelhecimento da população a nível mundial, sublinhou na sua mensagem que 2020 foi designado como o início da Década do Envelhecimento Saudável, uma oportunidade para promover vidas e combater a discriminação baseada na idade e reforçar a autonomia dos idosos.

Apontou ainda como principais desafios para a região africana, nesta fase etária, a falta de sistemas abrangentes capazes de prestar cuidados de longa duração, fraca cobertura dos regimes de protecção social e a insuficiência de dados para nortear as intervenções políticas.

Mencionou o Gana como um dos países que mais progressos conseguiu para esta camada populacional, ao elaborar o seu regime nacional de seguro de saúde e a sua lista de medicamentos essenciais visando a que a Autoridade Nacional de Seguro de Saúde reveja e ajuste as políticas que regulam o regime para atender às necessidades das pessoas idosas.

A OMS, acrescentou, está a colaborar com 40 países africanos para reforçar a capacidade de prestação de cuidados integrados às pessoas idosas, com uma abordagem centrada nos cuidados de base comunitária, na detecção e gestão precoce do declínio das capacidades físicas e mentais, e no apoio aos cuidadores familiares.

Segundo referiu, é devido à estratégia e plano de acção mundiais sobre o envelhecimento e a saúde 2016/2020, que 23 países africanos dispõem agora de políticas e planos estratégicos multissectoriais para o envelhecimento saudável.

Prometeu que no futuro a OMS África irá dar maior ênfase aos cuidados integrados e centrados nas pessoas da Região Africana, de modo a dar resposta às necessidades de diferentes subgrupos populacionais, incluindo os idosos.

Criada em 1991 por iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), a data reforça os termos da Resolução 46, que objectiva sensibilizar a sociedade mundial para as questões do envelhecimento, destacando a necessidade de protecção e de cuidados para com essa população.

O objectivo da data é chamar a atenção para a existência de desigualdades, geralmente como resultado de uma acumulação de desvantagens ao longo da vida, aproveitar as experiências e o aprendizado ao longo da vida dos cidadãos da chamada terceira idade criando políticas proactivas e adaptativas de trabalho, promovendo protecção social e dando acesso à cobertura universal de saúde.

PC/AA

Inforpress/Fim

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