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Manuel Veiga lança segunda edição “O Caboverdiano em 45 lições” para estudo gramatical

Cidade da Praia, 08 Jul (Inforpress) – O linguista Manuel Veiga lançou hoje, na Cidade da Praia, “O Caboverdiano em 45 lições” para estudo gramatical com expectativa de que os cabo-verdianos interiorizam normas e regras da “sua própria língua”.

Segundo o autor, a obra foi um desafio que o escritor Arnaldo França o lançou no início dos anos 90, altura que publicou a Gramática do Crioulo, propondo um desenvolvimento da mesma.

“Eu tinha publicado introdução a Gramática do Crioulo, uma obra de quase 500 páginas e Arnaldo França virou para mim diz Manuel Veiga nós precisamos de um José Maria Relvas que era uma gramática simples funcional e nela continha essencial sobre funcionamento da língua portuguesa”, narrou Manuel Veiga.

Daí, continuou o linguista, surgiu a ideia “O Caboverdiano em 45 lições”, em que cada aspecto da Gramática do Crioulo faz parte de uma lição que é “fácil de entender e de estudar”.

Segundo o autor, a obra está divida em quatro partes e contém três anexos, sendo que a primeira aborda os aspectos sociolinguísticos e formação do crioulo, do seculo XIX até chegar nos dias de hoje.

A segunda parte de “O Caboverdiano em 45 lições” fala sobre a escrita crioulo, apontou Manuel Veiga, fundamentando que se há um tema que gerou discussão em Cabo Verde, é a escrita do crioulo, pelo que na obra faz todo um historial sobre a escrita crioulo.

Já na terceira parte, o autor entra na parte gramatical, crioulo fonética, morfologia e na quarta refere sobre a sintaxe, ressaltando que morfologia é a parte mais importante de uma gramática, uma vez que, precisou, uma língua se distingue da outra pela sua morfologia e não pelo léxico.

De acordo com Manuel Veiga, a novidade desta segunda edição de “O Caboverdiano em 45 lições” está no segundo anexo, no qual explica as regras de acentuação, que antes não tinha uma reflexão profunda sobre essas regras.

O escritor afirma que a língua crioula tem somente seis regras de acentuação, tendo ressaltado que o último anexo é para provar que o crioulo nasceu em Cabo Verde.

Para a elaboração da gramática Manuel Veiga acentuou-se em duas variantes do crioulo, o da ilha de Santiago e o da ilha de São Vicente, tendo justificado que são duas variantes que irão contribuir “enormemente” para a padronização da língua crioula, visto que são “variantes interregional”.

TC/CP

Inforpress/Fim

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