Manuel Barros eleito primeiro presidente do SINTSEL e promete luta na reivindicação dos direitos dos vigilantes

Cidade da Praia, 23 Abr (Inforpress) – O Sindicato Nacional de Agentes de Segurança Pública e Privada, Serviços, Agricultura, Comércio, Pesca e Afins (SINTSEL), a ser filiado na UNTC-CS, elegeu hoje, como presidente, Manuel Barros, que prometeu luta na reivindicação dos direitos dos vigilantes.

O novo sindicato criado e cujos órgãos directivos foram eleitos na manhã de hoje em assembleia constitutiva é composta por trabalhadores da segurança pública e privada, agricultura, comércio e pesca, um grupo, segundo o presidente, que “combina experiência com o compromisso de fazer melhor para o bem da classe”.

Em declarações à imprensa, Manuel Barros prometeu uma “entrega total” e “muita luta” para resolver os problemas dos vigilantes, sendo “maior reivindicação” o aumento salarial.

“Nós nos sentimos abandonados, pois os sindicatos em que antes estávamos filiados não estavam a lutar para os nossos direitos, mas sim para os direitos dos empresários do sector. Hoje já criamos a nossa entidade sindical para podermos lutar pelos nossos direitos”, disse.

Lembrou ainda, que os agentes de segurança pública e privada estão desde 2004 a espera de um reajustamento salarial, que foi negociado com cinco sindicato da classe e de diferentes ilhas.

Perante esta demora, disse acreditar que o que se está a passar tem a ver com “falta de atenção” dos dirigentes sindicais, que afiança estarem a trabalhar para os patrões e “não para os trabalhadores”.

Isso porque, sublinhou, foram apontadas várias datas para o reajuste salarial, 2009, 2017 e 2019, “mas nada aconteceu”.

Um vigilante estagiário com 12º ano recebe, segundo o presidente do SINTSEL, 17 mil escudos enquanto um sénior recebe a volta de 19 mil escudos.

“Se formos comparar a nossa missão de vigilância com uma emprega doméstica chegamos a conclusão que estas recebem muito mais, pelo trabalho que fazem, quando nós estamos sempre em perigo”, frisou.

Durante o seu mandato, Manuel Barros compromete-se “a tudo fazer” para resolver os problemas da classe e, por isso, disse esperar que os cerca de 5 mil vigilantes existentes no país se associam a SINTSEL.

A secretária-geral da UNTC-CS, Joaquina Almeida, que participou no acto da constituição do sindicato, augurou sucesso ao sindicato que nasceu na manhã de hoje e almejou que a parecia entre o sindicato e a central sindical que dirige seja de “concórdia e respeito”.

No país existem cerca de 5 mil vigilantes de Segurança Pública e Privada que usufruem de um salário que ronda os 20 mil escudos.

PC/AA

Inforpress/Fim

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