“Mano a Mano” sobe ao palco da Assembleia Nacional em homenagem às mulheres

Cidade da Praia, 16 Mar (Inforpress) – Os irmãos Princezito e Mário Lúcio Sousa sobem ao palco da Assembleia Nacional, na Praia, a 26 deste mês, para mais um concerto “Mano a Mano”, desta vez, em homenagem às mulheres cabo-verdianas.

A primeira temporada do “Mano a Mano” aconteceu em Dezembro de 2016 no Auditório Nacional, mas, segundo contou Princezito, meses depois o irmão Mário Lúcio lançou o seu disco Funanight, e começou a fazer a sua digressão para o lançamento do disco, que impossibilitou a continuidade deste projecto.

Em conversa com a Inforpress, o artista explicou que este projecto conjunto surgiu de “algum défice afectivo” dos dois irmãos que cedo perderam os pais, tiveram algum tempo longe um do outro, e sempre que se encontravam havia aquele momento nostálgico, em que falavam de família.

Segundo disse, durante vários anos marcaram e desmarcaram, até que um dia conseguiram efectivar este projecto, com actuação na cidade da Praia, e uma semana depois no Tarrafal, um palco, que considera ter um gosto especial para eles.

“Eu e o meu irmão sempre que nos encontramos este tema vem à baila, daí que pensamos realizar um concerto juntos, para partilhar momentos de palcos a dois, com a nossa forma de ser. Somos irmãos de sangue e acabamos por nos unir também na área da arte e cultura, pelo que achamos por bem levar a nossa vida ao palco”, explicou.

Por motivos da pandemia, também, a continuação do projecto não foi possível, e agora, com a melhoria da situação, os irmãos resolveram retomá-lo, pelo sucesso conseguido na estreia.

“Apesar da nossa carreira independente e individual, ficamos sempre com a ideia de repetir, e apareceu esta oportunidade, retomamos. Porque foi extraordinária da parte do público e de músicos que tocaram connosco, o que nos fez sentir bastante felizes”, confessou.

Neste sentido, Princezito espera que esta segunda edição seja também um momento emocionante, de “grande alegria” para passar ao público as suas mágoas, alegrias, justificando que “Mano a Mano” é sempre um momento especial.

“Descobrimos que as pessoas que foram à nossa procura eram pessoas que nos conheciam, ninguém foi lá por acaso. Digamos que foi uma mistura do meu público e do público do Mário Lúcio e um outro que não existia. Ou seja, que não eram nossos, mas que pensaram que seria importante ver dois irmãos no palco, porque normalmente é caso raro em Cabo Verde ver dois irmãos no palco a nível musical, a memória que temos mais forte é de Zezé e Zeca de Nha Reinalda”, recordou.

Esta segunda temporada do concerto está voltada para as mulheres e acontece às vésperas no Dia da Mulher Cabo-verdiana, 27 de Março, contando com temas que falam da mulher.

“Os homens devem ir também para nos ajudar a reforçar a mensagem que queremos transmitir às mulheres, para nós, quando falamos da mulher, a primeira imagem que vem à nossa cabeça, é a mulher com a qual convivemos pouco tempo, que é a nossa mãe. Mas também criamos com a nossa avó, numa família matriarcal, cercada de tias, vizinhas, parteiras, batucadeiras, solteiras. O que somos hoje devemos muito às mulheres”, reforçou.

O espectáculo acontece no dia 26 de Março, a partir das 21:00 na Assembleia Nacional e os bilhetes custam 1000 mil, podendo ser adquiridos nos locais habituais.

Além deste, Mano a Mano vai estar no Mindelo, na ilha do Sal, estando também previstos concertos em Lisboa, outros países da Europa e dos Estados Unidos.

ET/ZS

Inforpress/Fim

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