Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Manifestações em Cabinda pró-independência com várias detenções

Lisboa, 10 Dez (Inforpress) – Um responsável do Movimento Independentista de Cabinda (MIC), António Tuma, afirmou hoje que 22 elementos foram detidos durante manifestações pela independência, com as autoridades a confirmarem “detenções por acções violentas”.

Em declarações à agência Lusa por telefone, a partir de Cabinda, o secretário-adjunto para a Informação e Comunicação do MIC, António Tuma indicou que as detenções ocorreram logo após a concentração dos manifestantes, na zona da Parada dos Fiéis, onde as autoridades prenderam 15 elementos do MIC.

Mais tarde, outros três membros do movimento foram também detidos na mesma zona, acrescentou a mesma fonte.

António Tuma acrescentou que junto ao hospital foram também detidos quatro elementos do MIC, entre os quais o seu secretário-geral, Filipe Macaia.

A mesma fonte explicou que na manifestação participaram vários simpatizantes do MIC e elementos da população em geral, mas que estes fugiram quando as autoridades começaram a “espancar e a capturar” os participantes no protesto.

Contactado pela Lusa, o porta-voz do Ministério do Interior angolano confirmou a detenção de vários activistas do MIC “por terem executado acções violentas”.

Cerca das 16:00 (14:00 em Cabo Verde) a manifestação já tinha terminado, tendo o MIC previstas mais acções que poderão ocorrer já na quarta e quinta-feira.

“Com os elementos do MIC detidos ou não, o movimento vai novamente voltar à rua até conseguir a realização de um referendo sobre a independência de Cabinda”, disse.

Entretanto, a organização não-governamental de defesa dos direitos humanos Amnistia Internacional (AI) apelou à libertação “imediata e incondicional” dos detidos.

Para o director regional da AI para a África Austral, Deprose Muchena, “o forte destacamento de pessoal de segurança armado com bastões e armas – e o subsequente uso excessivo da força contra manifestantes pacíficos – é mais um sinal de que as autoridades não estão preparadas para tolerar a dissidência”.

“Esse uso de tácticas ilegais e intimidatórias para reprimir um protesto pacífico ignora totalmente os direitos à liberdade de expressão e de reunião pacífica”, lê-se no comunicado da organização.

Inforpress/Lusa/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos