Mali: Libertadas 12 personalidades civis e militares detidas no golpe de Estado

Bamako, 08 Out (Inforpress) – Doze personalidades civis e militares do Mali, incluindo o antigo primeiro-ministro Boubou Cissé, detidas no golpe de Estado de 18 de Agosto, foram libertadas, anunciou hoje o chefe da junta militar, coronel Assimi Goita.

“O vice-presidente da transição informa a opinião pública (…) da libertação neste dia das personalidades políticas e militares detidas na sequência dos acontecimentos de 18 de Agosto de 2020”, indicou, em comunicado, o Comité nacional para a salvação do povo (CNSP, no poder), que derrubou o Presidente maliano, Ibrahim Boubacar Keita.

“Contudo, os envolvidos continuam à disposição da justiça para todos os fins necessários”, acrescentou a nota, que citou Goita.

O mesmo comunicado, publicado nas páginas do CNSP nas redes sociais Facebook e Twitter, indicou que os libertados são “o antigo primeiro-ministro Boubou Cissé, o antigo presidente da Assembleia Nacional Moussa Timbiné, os generais Ibrahima Dahirou Dembelé, M’bemba Moussa Keita, Oumar Dao, Ouahoun Koné, Boukary Kodio, Abdramane Baby, Abdoulaye Coulibaly, Moustapha Brabo e o coronel-major Faguimba Kansaye”.

Na terça-feira, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) levantou as sanções impostas ao Mali, na sequência do golpe de Estado, devido aos “avanços notáveis no sentido da normalização constitucional”, com a criação de órgãos encarregados de conduzir a transição para um poder civil.

A CEDEAO saudou também a nomeação do coronel na reserva Bah Ndaw como Presidente de transição e a do antigo ministro dos Negócios Estrangeiros Moctar Ouane como primeiro-ministro.

Portugal tem no Mali 74 militares integrados em missões da ONU e da UE.

Independente desde 1960, o Mali viveu, em 18 de Agosto, o quarto golpe militar na história do país, depois dos episódios ocorridos em 1968, 1991 e em 2012.

A CEDEAO é composta por Benim, Burkina Faso, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gâmbia, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Libéria, Mali, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa e Togo.

Inforpress/Lusa/Fim

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