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Mais de 393 milhões de crianças chegam aos 10 anos sem saber ler – relatório

Londres, 26 Abr (Inforpress) – Mais de 393 milhões de crianças de todo o mundo até aos 10 anos não sabem ler, revelou hoje um relatório interactivo baseado em números recolhidos desde 2015, quando a ONU aprovou os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

A ferramenta multimédia, chamada “The Lost Potential Tracker”, é o resultado de um projecto conjunto entre a Organização Não Governamental Save the Children, a organização ONE Campaign e a Global Alliance for Education (GPE, em inglês) e visa monitorizar a crise da educação em tempo real.

De acordo com os dados, que podem ser consultados online, mais de 190 mil crianças (número que equivale ao dobro da capacidade de Camp Nou, o maior estádio da Europa) atingem, todos os dias, este marco, destaca o relatório.

Ao longo de um ano, mais de 70,5 milhões de crianças chegam aos 10 anos sem habilitações básicas de alfabetização, o que representa toda a população de França, revelando “o fracasso” dos líderes mundiais em proteger a educação infantil, denuncia, em comunicado, o director interino da organização anti-pobreza ONE Campaign, Tom Hart.

Além dos números, o instrumento interactivo também apresenta histórias de crianças afectadas e permite que os utilizadores se coloquem no lugar de um legislador e vivenciem, em primeira mão, a importância de um financiamento eficaz.

Com base em dados do Banco Mundial, da UNESCO e da ONU desde 2015, a ferramenta estima que, até 2030, mais de 1,063 mil milhões de crianças terão completado 10 anos sem saber ler.

“Precisamos urgentemente que governos e doadores dêem prioridade ao objectivo de enfrentar a crise de aprendizagem”, defendeu a directora da Save the Children, Inger Ashing, sublinhando a gravidade da situação nos países mais pobres e afectados por conflitos.

Por sua vez, a directora da Global Alliance for Education (GPE), Alice Albright, considera que o contexto “é crítico” e apela a uma acção política e financeira “imediata” para não comprometer, a longo prazo, o futuro de milhões de crianças.

Inforpress/Lusa

Fim

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