Maioria dos contribuintes considera que não há corrupção nas Alfândegas em Cabo Verde

Cidade da Praia, 24 Jan (Inforpress) – A maioria dos utentes e contribuintes cabo-verdianos está satisfeita com os serviços prestados pela Direcção Nacional de Receitas do Estado (DNRE) e considera que actualmente não há corrupção nos serviços das Alfândegas e das Finanças em Cabo Verde.

Os dados constam dos resultados do inquérito de avaliação do nível de satisfação dos utentes, realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) no mês de Maio do ano passado, abrangendo uma amostra de mais de 6.500 pessoas, e cujos resultados foram ‘socializados’ hoje, na Cidade da Praia.

O inquérito, realizado no âmbito da parceria entre a DNRE e o INE visava, sobretudo, conhecer a real percepção dos utentes e contribuintes sobre os serviços prestados pelas estruturas da DNRE e identificar os pontos fracos, visando as melhorias.

De acordo com o director das Estatísticas Económicas e Empresarias do INE, Fernando Rocha, das mais de 6.500 pessoas inquiridas, a maioria avaliou, de forma positiva, os serviços prestados pelas Alfandegas e pelas Finanças e afirmam que, actualmente, não há corrupção nesses serviços.

Do total da amostra cerca de 70 por cento (%) declararam que não consideram que há corrupção nos serviços da Alfandegas e das Finanças contra 22% que acreditam que, há sim, actos de corrupção nos serviços das Alfandegas.

“Como podem ver, mais de 50% das pessoas entrevistadas acreditam que actualmente não existe corrupção nos serviços das Alfândegas, que era uma das preocupações que levaram à realização desse estudo. E, de facto chegamos a conclusão que não existe corrupção no serviço das Alfândegas e das Finanças”, disse.

No que se referre à avaliação do desempenho da DNRE, os dados mostram que 41,9% dos inqueridos avaliaram como sendo “muito boa” as prestações do colaborares da DNRE e 42,4% como sendo “boa”.

Entretanto, quando questionados sobre a capacidade dos colaboradores do DNRE para resolver rapidamente os problemas e a disponibilidade das chefias intermediarias, essa percentagem baixou para cerca de 10% e 34% respectivamente. Mas, ainda assim, a avaliação é positiva já que mais de 40% consideram essa disponibilidade razoável.

Os dados mostram também uma avaliação positiva quanto a qualidade dos serviços e produtos disponibilizados pela Direcção Nacional de Receitas do Estado com mais 50% dos utentes/ contribuintes a considerarem que as suas expectativas foram atingidas.

Para Maria de Lourdes Barros, técnica da DNRE e coordenadora do estudo, essa avaliação deveu-se a algumas reformas introduzidas nos serviços das Alfândegas e, de forma particular, nos serviços de pequenas encomendas.

“Simplificamos o serviço de atendimento e também melhoramos o fluxo de atendimento dos serviços de pequenas encomendas que era o que trazia mais insatisfação aos contribuintes”, sustentou.

Maria de Lourdes Barros adiantou que, neste momento, há vários outros projectos em curso como a Janela Única de Comércio Externo, que vai ser implementado para facilitar o desalfandegamento das mercadorias, além do pagamento e da factura electrónicas, lançados recentemente.

MJB/CP

Inforpress/fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos