Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Maiores desafios com reutilização segura das águas residuais tratadas prendem-se com os investimentos – ministro

 

Cidade da Praia, 24 Jul (Inforpress) – O ministro da Agricultura e Ambiente defendeu hoje que em relação à reutilização segura das águas residuais tratadas em Cabo Verde, os maiores desafios têm a ver com os investimentos e mobilização dos recursos financeiros.

Gilberto Silva fez a afirmação ao presidir a abertura do workshop sobre “Reutilização de águas residuais no contexto das mudanças climáticas: focando em políticas, tecnologias e financiamento inovador”, na Praia, e reafirmou-a em declarações à imprensa, sublinhando que a barreira do preconceito em relação a reutilização segura das águas residuais tratadas, “não se coloca” a nível da população.

Segundo ele, é preciso a massificação do acesso das famílias aos serviços de saneamento para engendrar a extensão e a densificação das redes e estações de tratamento, assim como construir sistemas de bombagem, armazenamento e distribuição da água residual tratada e escolher culturas adaptadas e rentáveis, sem esquecer a resolução da demanda de água potável.

“Os maiores desafios prendem-se com os investimentos e com a mobilização dos recursos financeiros para o efeito (…), mas para fazer face à crescente demanda dos serviços de água e saneamento, que decorre do crescimento populacional e do turismo, as nossas necessitas são ainda tantas que precisamos de investir anualmente cerca de 35 milhões de euros (3,8 milhões de contos), durante 20 anos para assegurar uma capacitação diária de 40 litros e máxima de 90 litros de água”, frisou.

Na sua opinião, é preciso apostar “fortemente” na eficiência energética e nos mecanismos de gestão sustentável de água para a rega, notando que a agricultura é a actividade económica de maior relevo para a reutilização segura das águas residuais tratadas, sendo que em Cabo Verde, o sector consome 70 a 80% da água.

Para Gilberto Silva, na Cidade da Praia há uma produção de cerca de 2.000 metros cúbicos de águas residuais dias que é injectada no mar, mas que se a mesma fosse tratada e utilizada na agricultura, durante um ano seria possível produzir “muita riqueza, rendimentos às famílias e a economia do país, motivo para que Cabo Verde trace essa política nos próximos tempos.

Neste sentido, anunciou que no decorrer deste trimestre, a Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) da Praia vai receber uma tecnologia que vai ser instalada em uma pequena unidade, visando produzir uma água completamente limpa, em cooperação com o Ministério do Ambiente de Portugal.

Do workshop de três dias que hoje arrancou, Gilberto Silva prespectiva uma “boa partilha” de conhecimento, das tecnologias, das políticas públicas e também sobre as janelas de oportunidade sobre o financiamento, porque há que envolver todas as instituições nacionais relacionado com o sector da água, mas também os parceiros de desenvolvimento do país.

Presentes na cerimónia de abertura do evento, destinado às equipas e profissionais dos setores da água e da agricultura do país, estiveram a representante do Escritório Comum das Nações Unidas em Cabo Verde, Ulrika Richardson-Golinski, e o presidente da Agência Nacional de Água e Saneamento (ANAS), Hércules Vieira.

O workshop sobre “Reutilização de águas residuais no contexto das mudanças climáticas: focando em políticas, tecnologias e financiamento inovador” é promovido pela ANAS, em parceria com os escritórios da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) em Cabo Verde e o Global Environemnt Facility (GEF).

DR/CP

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos