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Maior causa da morte em Cabo Verde são doenças do aparelho circulatório – INSP

Cidade da Praia, 22 Out (Inforpress) – A maior causa da morte em Cabo Verde de 1995 a 2018 são doenças do aparelho circulatório, com maior peso em mulheres da faixa etária de 50 a 55 anos, revela estudos científicos, realizados pelo INSP.

Os resultados dos estudos científicos de investigação que está alinhado com a agenda nacional de investigação em saúde 2020-2024, foram hoje socializados na Cidade da Praia pelo Instituto Nacional da Saúde Pública (INSP), e abordam os problemas de saúde dos cabo-verdianos e o sistema nacional de saúde.

“A doenças do aparelho circulatório são as principais responsáveis por anos de vida perdidos nas mulheres enquanto que nos homens são lesões traumatismo e causas externas” divulgou o estudo do INSP, destacando que a taxa de mortalidade nos homens é superior à taxa de mortalidade nas mulheres em todas as causas analisadas.

Os resultados dos estudos que está enquadrado na implementação do plano estratégico 2018-2021 do INSP, segundo esta fonte, evidenciaram uma “disparidade nas taxas de mortalidade entre as mulheres e os homens, estando a taxa de mortalidade feminina na faixa dos 50 a 55 anos nivelado à dos homens na faixa de 35 a 39, o que demonstra um elevado nível de mortalidade prematura nos homens”.

Porém, a mesma fonte sublinhou que houve uma evolução “bastante positiva” no que concerne ao diagnóstico das causas da morte, visto que constataram uma redução de aproximadamente 72% da taxa de mortalidade por sintomas clínicos não classificados de 1995-2018.

O INSP indicou, ainda, que as ilhas apresentam perfis de mortalidade diferentes e que quando comparadas à taxa de mortalidade de Cabo Verde, São Nicolau, Brava e Santo Antão apresentam taxas sempre acima do nível nacional.

Contudo, a fonte prevê uma diminuição das taxas de mortalidade em Cabo Verde nos próximos anos em ambos os sexos, sendo maior no sexo masculino, principalmente nas faixas etárias mais dos 0-4 anos.

Segundo a presidente do INSP, Maria da Luz Lima, a investigação é um eixo “fundamental” para o desenvolvimento de qualquer país, sendo que é na investigação em saúde que os políticos devem apoiar para se poder fazer uma política baseada em evidência.

“A política baseada em evidência é que vai trazer os melhores os ganhos que o País almeja na área da saúde”, frisou a presidente.

O INSP, conforme asseverou Maria Lima “é precisamente para gerir desenvolver e disseminar conhecimento sobre a saúde e os seus determinantes”, por isso, salientou que há necessidade de promover a investigação em saúde em Cabo Verde.

Os estudos ora apresentados, vão ser, segundo a responsável, subsídios muito importantes para tomada das decisões nas áreas em que esses estudos foram implementados.

A outra missão, avançou, é a comunicação do risco, mas também a promoção da saúde numa ótica multissectorial e pluridisciplinar.

“Portanto, tem que haver uma visão alargada, abrangendo a instância nacional de coordenação no âmbito de uma só saúde (saúde humana, saúde animal e ambiental), a multissectorialidade com os outros sectores, como a educação e a economia, para que realmente possamos promover uma investigação científica de qualidade e que seja útil para as exigências do País e que responde às necessidades enfrentadas neste momento”, informou Maria Lima.

A presidente realçou que em relação a pandemia, o INSP já está no processo de finalização do segundo estudo no âmbito de conhecimentos, atitudes e práticas relacionados com a covid-19, mas numa óptica mais abrangente.

TC/DR

Inforpress/ Fim

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