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Maio: Vigilantes da natureza prometem trabalhar em parceria com as comunidades

Porto Inglês, 23 Nov (Inforpress) – Os cinco vigilantes da natureza receberam hoje da Fundação Maio Biodiversidade kits de trabalho e prometem tudo fazer para que a questão ambiental seja salvaguardada, num trabalho em parceria com as comunidades.

A vigilante da natureza Hélia dos Reis assegurou à Inforpress que há três anos tem vindo a trabalhar na campanha de protecção das tartarugas marinhas, pelo que sentiu ainda mais “gosto e sensibilidade” para questão da protecção do ambiente.

Única mulher integrante do grupo, Hélia dos Reis considerou que a ilha do Maio tem uma “diversidade ambiental única”, pelo que faz todo sentido protegê-la.

Para tal, continuou, é preciso trabalhar juntamente com as comunidades na sensibilização, tendo em conta que existem algumas plantas endémicas, “e não só”, que estão a correr riso de extinção.

“Vamos trabalhar muita na sensibilização e na informação, mostrando as pessoas sobre a importância das plantas endémicas, e acima de tudo os cuidados que devemos ter para os proteger, uma vez que estão a correr muito risco, porque são frequentemente atacados pelos animais que deambulam no campo”, enfatizou.

Conforme explicou, dentro das áreas protegidas existem três tipos de zonas, desde integrada, tampão e núcleo, pelo que a missão no terreno vai ser a sensibilização das pessoas sobre a necessidade de uma harmonia no relacionamento com a natureza, e, ao mesmo tempo, ser um agente de informação aos turistas que visitam aqueles sítios.

Prometeu trabalhar juntamente com os operadores económicos para que também possam passar as informações aos seus clientes, de que devem ter “um certo comportamento” dentro das áreas protegidas, uma vez que os turistas utilizam motorizadas e viaturas nos seus passeios.

Por seu lado, José dos Santos, com uma longa experiência na coordenação de equipa de patrulha nas praias, disse que está a assumir esta missão pelo gosto que tem pela questão da protecção ambiental.

Sendo assim, pontuou, quer dar o seu contributo na defesa e protecção da riqueza ambiental que a ilha dispõe, dizendo-se “super motivado” para iniciar uma nova etapa em que conta também com a colaboração das comunidades.

“Quero colocar em prática tudo aquilo que aprendi durante todos esses anos em que estive a trabalhar na protecção e conservação das tartarugas”, concretizou.

Por seu lado, a directora da Fundação Maio Biodiversidade, Rócio Martinez, disse que o objectivo da criação desta equipa visa contribuir para um desenvolvimento sustentável da ilha, envolvendo todas as comunidades na gestão dos recursos da ilha.

O desafio maior, indicou, vai ser convencer as pessoas de que o benefício maior é proteger para que possam tirar proveito dos recursos da ilha, mas de forma controlada.

“Queremos que as pessoas participem na gestão e protecção das áreas protegidas e continuem a desenvolver iniciativas económicas e que estejam cientes de que a sustentabilidade da ilha está ligada as áreas protegidas e toda a sua biosfera”, frisou.

Aquela responsável destacou ainda que é pela primeira vez que se está a criar uma equipa específica para o efeito, em colaboração com o Projecto Vitó, que enviou um técnico para ministrar a formação sobre as plantas.

Da mesma forma, contaram com a colaboração de um técnico português, que ministra a formação sobre as aves, pelo que os vigilantes “estão preparados” para trabalhar, tanto na parte terrestre, como marinha.

Este projecto, com a duração de três anos, conta também com a parceria da Delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente na ilha do Maio.

WN/AA

Inforpress/Fim

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