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Maio: Vigilantes da natureza iniciam primeiras actividades com foco na sinalização das áreas protegidas

Porto Inglês, 10 Jan (Inforpress) – Os vigilantes da natureza já estão no terreno e a realizar as suas primeiras actividades, com foco na sinalização dos pontos que delimitam as várias áreas protegidas existentes na ilha.

Em conversa com a Inforpress, o representante dos vigilantes da natureza Jairson da Veiga, assegurou que o grupo já se encontra no terreno e a dar os seus primeiros passos em prol da preservação e protecção da natureza na ilha do Maio, realçando que já desenvolveram algumas acções, quais sejam a delimitação das áreas protegidas, o que, na sua opinião, vai permitir, tanto aos maienses como aos visitantes saberem que estão dentro de uma área protegida.

“Pela primeira vez a ilha do Maio já tem algumas das áreas protegidas devidamente delimitadas e com barreiras físicas construídas com pirâmides de pedras, para tanto as autoridades locais, como as pessoas individuais e mesmo turistas poderem perceber onde se encontram”, informou.

Conforme explicou Jairson da Veiga, estas pirâmides de pedras vão servir também como refúgios para alguns répteis, algo que já se pode ver, principalmente nas imediações de Casas Velhas, uma das maiores reservas marinhas da ilha, bem como a paisagem protegida das Salinas de Porto Inglês, que se encontram cem por cento delimitadas.

Aquele representante salientou que com esta acção as pessoas passarão a conhecer melhor onde ficam estes espaços e estarão melhores informados de que não devem deitar lixos dos escombros, pastorícia livre, extracção de lenhas e entre outras proibições constantes nos painéis informativos colocados nos referidos espaços.

“Para além disso, também já fizemos pela primeira vez um levantamento de plantas endémicas, nativas e introduzidas na ilha do Maio e que se encontram dentro das áreas protegidas”, frisou, ressalvando que uma delas é pteridófita, considerada como a  única espécie do tipo existente na ilha do Maio, que é muita pequena e rara e que está ameaçada de extinção”.

Jairson da Veiga disse ainda que, durante os trabalhos de campo, já identificaram cerca de sete plantas endémicas dentro das áreas protegidas, mas em sítios que considerou serem “vulneráveis”, pelo que vão trabalhar, no sentido de as proteger e conservá-las, uma vez que, conforme informou, são medicinais, embora desconhecidas pela maioria dos maienses.

Um outro aspecto, que o entrevistado da Inforpress destacou, tem que ver com a remodelação dos trilhos existentes nas áreas protegidas, por forma a possibilitar às pessoas e aos turistas se deslocarem dentro do espaço sem que coloquem em risco a biodiversidade ali existente.

 Jairson da Veiga acrescentou ainda que durante os trabalhos constataram e removeram muitas carapaças de tartarugas marinhas que foram capturadas nos últimos anos, algo que considera ser “negativo” numa ilha que, neste momento, ostenta a distinção de reserva mundial da Biosfera da Unesco.

O próximo passo, de acordo com aquele representante, vai ser o trabalho com as comunidades locais, no sentido de lhes explicar a essência do grupo e posteriormente realizar uma caminhada nas áreas protegidas e no parque natural norte da ilha do Maio, para dar às pessoas a conhecer a biodiversidade ali existem e sensibilizá-los sobre a necessidade de protecção e conservação.

WN/ZS

Inforpress/Fim

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