Maio: Solução para o desenvolvimento da Ilha passa pela resolução do problema de acessibilidade – edil

 

Porto Inglês, 22 Abr (Inforpress) – O edil maiense, Miguel Rosa, disse hoje, durante o “Encontro estratégico para futuro do Maio”, na cidade do Porto Inglês, que este é momento da ilha do Maio, mas é preciso que se resolva o problema de acessibilidade.

Segundo Miguel Rosa, já é hora de se resolver o problema de acessibilidade com a construção de uma rampa “roll on- roll off”, para permitir que os barcos catamarans possam fazer a ligação com a ilha e Cidade da Praia.

Disse estar convicto de que é preciso traçar um novo rumo para o desenvolvimento do Maio, visto que a ilha tem todos os potenciais para constituir uma “verdadeira alternativa” no conjunto das ilhas para ser um novo destino turístico”.

“Este encontro estratégico não mais é de que uma ocasião para traçarmos os caminhos e definir ideias capazes de fomentar e sustentar o desenvolvimento de políticas para o desenvolvimento do Maio, não temos pressa, porque sabemos o que queremos que é o desenvolvimento harmonioso, inclusive e sustentável”, frisou.

Miguel Rosa defendeu a necessidade de se definir que tipo de segmento de turismo se pretende para ilha e que mercado de emissor conquistar, e quantos turistas que se quer para ilha nos próximos tempos, por forma a não se cometer os mesmos erros que aconteceram nas outras ilhas turísticas.

“Hoje, felizmente, podemos falar de esperança renovada e de confiança reforçada graças ao esforço do governo central, nomeadamente no domínio do reforço das ligações marítimas e aéreas, também da promoção da ilha como um destino turístico de referência, mas é hora de requalificar e dotar o novo porto da ilha como sendo a prioridade das prioridades e também de aumentar a frequência de voos aéreos”, notou.

O presidente da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Sotavento (CCISS), Jorge Spencer Lima, durante a sua intervenção, realçou o facto da ilha precisar de uma “solução urgente” no que tange a resolução de acessibilidade.

Para Jorge Spencer Lima, a resolução do problema passa pela intervenção no actual porto com a construção de uma rampa que, na sua opinião, é mais barata do que construir um novo porto, tendo em conta a realidade do país.

Defendeu a necessidade de formar os jovens para o sector do turismo para que no futuro estejam preparados para aproveitarem o mercador de trabalho a ser criado com o desenvolvimento, acrescentando que é preciso também trabalhar, no sentido de se melhorar o fornecimento da energia e água potável, para que a ilha possa dar vazão as necessidades que se vão aparecer com advento do turismo.

A mesma ideia foi defendida pelo presidente do conselho de administração da Sociedade de Desenvolvimento Turístico das Ilhas de Boa Vista e Maio (SDTIBM), que também afiançou que se deve apostar nos sectores da saúde, educação, energia, bem como abastecimento de água e formação profissional.

Avelino Bonifácio disse ainda que é preciso escolher o melhor modelo para o turismo no Maio, para trazer outra dinâmica à ilha, mas tudo só pode ser possível com um porto que ofereça melhores condições de movimentação de cargas e passageiros. Para tal desafiou o governo a anunciar, durante o encontro, a data do arranque e conclusão desta obra.

“Uma simples rampa ro-ro poderá facilitar o transporte de viaturas rápido e mais barato , poderá significar vinda de dezenas e centenas de santiaguenses a passarem fim-de-semana no Maio”, conclui.

WN/CP

Inforpress/Fim

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