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Maio: Rede Nacional da Campanha de Educação para Todos realiza workshop sobre advocacy

Porto Inglês, 04 Out (Inforpress) – “Unir as sinergias por uma educação em alta voz” foi o lema de um workshop realizado este fim-de-semana, na ilha do Maio pela Rede Nacional da Campanha Educação para Todos, que se debruçou sobre advocacy para questão educacional.

Segundo o coordenador da Rede Nacional da Campanha de Educação, Abraão Borges, o referido workshop, destinado aos professores e monitoras do pré-escolar, serviu para capacitar os participantes em como podem contribuir para uma educação inclusiva e para todos e acima de tudo, um ensino de qualidade no país, salientando que o objectivo passa por “não deixar nenhuma criança para trás”.

Para Abraão Borges, é preciso englobar todos os actores da sociedade civil nesta luta, uma vez que, de acordo com um estudo realizado, ainda existe cerca de 20 por cento de crianças fora do sistema educativo no país, dados que, admitiu, podem até aumentar com a situação da pandemia.

“No pré-escolar temos aqueles que conseguem pagar e temos os que ainda não podem pagar. Por isso estamos a influenciar, estamos a fazer, a unir os esforços e criar parcerias com os órgãos de decisão, de modo a que juntos consigamos atingir o nosso objectivo que é não deixar nenhuma criança fora do sistema de ensino”, frisou.

Por seu lado, o sociólogo Henrique Varela, que foi um dos oradores no referido encontro, defendeu que é preciso “uma sintonia entre todos os actores, juntando em arco e agindo sempre em bloco e colectivo, tomando como denominador comum a educação”.

Embora tenha admitido que tem havido uma consciência neste aspecto, considera que ainda é preciso um “engajamento de todos”, de modo a que cada um assuma o seu papel no que tange à educação inclusiva e para todos.

Durante o encontro foi levantada a questão salarial das monitoras considerada ainda “insatisfatória”. Entretanto, entende Henrique Varela que o foco deve ser colocado nas crianças, uma vez que são elas a razão de toda esta batalha.

“Por trás de tudo isto estão as crianças, que praticamente não têm nada a ver com isso, mas com esta entrega e com esta dedicação é uma motivação a mais e o próprio sistema no seu todo e as entidades superiores podem ver este engajamento e esta entrega e ali os problemas começam por minimizar”, concluiu.

WN/ZS

Inforpress/Fim

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