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Maio: Problema de transporte alfândega e morosidade apontados como maiores constrangimentos pelos emigrantes

Porto Inglês, 08 Set (Inforpress) – Os emigrantes maienses consideram que um dos maiores constrangimentos que a comunidade emigrada enfrenta tem que ver com o problema dos transportes internacionais e nacionais, bem como alfandegários e morosidade no despacho dos processos no gabinete técnico.

Estas preocupações foram manifestadas pelos emigrantes durante o encontro promovido pela Câmara Municipal do Maio, na tarde de terça-feira, em que os participantes fizeram questão de manifestar os seus reais problemas, com mais ênfase nos transportes, no processo de desalfandegação das suas encomendas, além da morosidade no despacho dos seus processos no gabinete técnico.

Segundo Assunção Silva, que reside em Holanda, os emigrantes ainda estão a deparar-se com “grandes dificuldades”, nomeadamente a nível dos transportes para regressarem à terra natal e quando conseguem regressar sentem “discriminados” pelas instituições locais.

No entender desta fonte, os emigrantes “nunca” foram prioridade para os governantes.

“Durante os últimos anos tivemos visitas, tanto do primeiro-ministro como de alguns membros do Governo, mas aquilo que é bom que é a resolução do nosso problema até então não aconteceu”, frisou, ressalvando que os emigrantes estão descrentes quanto aos discursos proferidos pelos políticos.

Para aquela emigrante que reside em Holanda, os emigrantes, principalmente os da terceira geração, podem dar um grande contributo para o desenvolvimento do país em vários sectores, mas, considerou, da forma como estão sendo tratados poderão perder o interesse no processo de desenvolvimento do país.

Exemplificou, dizendo que até para construírem uma residência na terra natal são-lhes barrados esta possibilidade, por isso alertou à edilidade para ter mais atenção neste aspecto.

Por seu lado, o jovem Nelson Ramos, que também reside em Holanda, disse que a comunidade emigrada ficou “decepcionada” com a classe política, visto que contribuíram para minimizar o impacto da covid-19 no País, mas que quando chegou o momento das campanhas eleitorais todos os esforços feitos foram “ignorados”.

Nelson Ramos aproveitou ainda para defender a revisão da Constituição, sobretudo no que tange à participação nas eleições para o cargo de Presidente da República, discordando da opinião de que “todos são iguais perante a lei”.

Para Nelson Ramos, já é igualmente momento de se eliminar os problemas relacionados com as Alfândegas, embora reconheceu ter havido alguma melhoria, mas que, na sua opinião, ainda “está longe do desejado”.

Aquele jovem expressou ainda a sua preocupação referente ao sector do desporto, realçando que muita coisa deve ser feita, principalmente na modalidade de basquetebol como forma de aproveitar a imagem do internacional Edy Tavares para promover a modalidade na ilha.

Finalizou, dizendo que se deve pôr cobro, de uma vez para sempre, a problemática da falta de água que vem assolando a ilha nas últimas semanas.

Felipe Soares emigrante no Luxemburgo expressou também a sua preocupação, colocando foco no problema relacionado com a demora no gabinete técnico, que, na sua opinião, não tem conseguido dar respostas aos emigrantes, por isso exortou a edilidade no sentido de reforçar aquele gabinete com mais técnicos.

“Pelo tempo que dispomos para passar férias, que muitas vezes não passa de uma semana, o que não dá para fazer muita coisa, e com todo este atraso tudo fica mais complicado, por isso exortamos a câmara a rever esta situação”, reforçou.

WN/ZS

Inforpress/Fim

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