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Maio/Política: OIAM “descontente” com a implementação do programa de mitigação da seca e do mau agrícola na ilha

Porto Inglês, 04 Abr (Inforpress) – A Onda Independente para Avanço do Maio (OIAM) manifestou, hoje, o seu descontentamento quanto à forma como vem sendo implementado o programa de mitigação da seca e do mau ano agrícola na ilha.

Em nome da bancada da oposição na Assembleia Municipal do Maio, o porta-voz da Onda Independente para Avanço do Maio (OIAM), António Ramos, disse à Inforpress que a implementação do programa de emergência para mitigação da seca e do mau ano agrícola “não tem surtido efeito como foi propalado pelo governo central”.

No entender deste porta-voz da bancada da OIAM, neste momento a situação é “dramática”, porque “os animais continuam a morrer de sede e de fome”, as infra-estruturas previstas no referido programa “não foram ainda construídas”, “a ração tem chegado à ilha a conta-gotas” e os “vales cheques estão em casa sem nenhuma utilidade”.

“A situação é contrária à que disse o vice-primeiro-ministro, Olavo Correia, durante a sua recente visita à ilha do Maio, porque o valor de cada cheque é insuficiente para acudir às necessidades dos criadores de gado”, considerou.

Para a OIAM, a situação da seca e do mau ano agrícola no Maio tornou-se o “bode expiatório” para justificar a “fraca” realização das actividades da Câmara Municipal do Maio previstas no seu Plano de Actividades para 2017, o que demonstra uma “total incapacidade” do actual executivo local em lidar com o momento actual de “aflição” por que passam os homens do campo e os criadores de gado.

“O desvario é tanto que o próprio presidente da câmara reconheceu, na última sessão da assembleia municipal, realizada recentemente na Vila da Calheta, que a não realização de algumas obras inseridas no programa de actividades da autarquia para o ano transacto deveu-se ao desvio de parte da verba do orçamento da câmara para o Programa de Mitigação da Seca e do Mau Ano Agrícola”, disse António Ramos.

Tendo em conta o programa anunciado pelo Governo para acudir a esta situação, a bancada questiona se “há ou não verba própria e independente para a implementação do programa de emergência para mitigação da seca e do mau ano agrícola”.

Para a oposição na Assembleia Municipal do Maio, a explicação dada durante a sessão ordinária realizada recentemente na vila da Calheta, de que a morte das vacas tem que ver com o frio invulgar que se fez sentir este ano na ilha e um pouco por todo o país “não corresponde à verdade”.

“Isso demonstra provas inequívocas da incompetência e do fraco desempenho da Câmara Municipal do Maio e estão, igualmente, plasmadas nos relatórios apresentados na última sessão da assembleia municipal”, sustentou.

Para a bancada da OIAM, na ilha tem sido “prática” a “discriminação com base na cor partidária” e “o assédio laboral”, razão pela qual, acrescentou, houve denúncia da UNTC-CS, pelo que considera ser “urgente” o envio por parte das autoridades competentes de uma equipa de Inspecção do Trabalho ao Maio para constatar “in loco” a verdadeira situação laboral por que passam os trabalhadores dos Serviços Autónomos de Água e Saneamento.

“Há medo de represálias, por isso o silêncio e a apatia verificados nos trabalhadores no Maio”, advogou o deputado municipal.

WN/ZS

Inforpress/Fim

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