Maio: Pescadores expectantes quanto à sensibilidade do ministro na reconstrução da casa de abrigo de Porto Cais

Porto Inglês, 11 Mar (Inforpress) – Os pescadores da ilha do Maio dizem depositar alguma esperança na sensibilidade do novo ministro do Mar, quanto à resolução da antiga reivindicação da classe que é a reconstrução da casa de abrigo de Porto Cais.

Os pescadores da zona centro e norte da ilha, assim como alguns colegas provenientes da ilha de Santiago, dizem esperar que no quadro da sua primeira visita à ilha do Maio, o ministro do Mar, Abraão Vicente, coloque na sua agenda uma visita ao Porto Cais para inteirar-se da situação “deplorável” em que se encontra a casa de abrigo.

No dizer dos pescadores, que procuraram a reportagem da Inforpress para manifestarem as suas preocupações e desejo, o edifício está praticamente em ruínas e a colocar em perigo a vida daqueles homens do mar que se refugiam naquela baía.

Conforme afirmam os pescadores, só estão a utilizar aquele edifício para se abrigarem porque não existe outra alternativa, mesmo sabendo que estão a correr risco de vida, pelo que depositam alguma esperança na sensibilidade do novo ministro do Mar na resolução desta situação.

De acordo com aqueles pescadores, esta situação vem sendo colocada aos sucessivos governantes, tanto do poder local como central, mas “tem ficado somente nas diversas promessas de campanhas eleitorais”.

O pescador Rafael Santos Neves, que há mais de 30 anos vem frequentando aquele edifício para se albergar depois de mais um dia de faina, afirmou já não estar a acreditar na promessa dos governantes. De todo modo, espera a visita do novo ministro do Mar àquele Porto para ver ‘in loco’ como é que estão a laborar, “sem as mínimas condições”, que, aliás, considerou serem “desumanas”.

Com alguma “mágoa” desabafou, dizendo que os pescadores, principalmente na ilha do Maio estão votados ao abandono, apesar da ilha ter grandes potencialidades.

“Por exemplo, para ficarmos durante a semana neste lugar temos que ter gelo para conservarmos o nosso peixe, e para isso temos que alugar um carro para irmos comprar gelo na cidade do Porto Inglês, mas se máquina de gelo existente na vila da Calheta estivesse a funcionar teríamos menos despesas”, sustentou.

Aquele pescador acrescentou, por outro lado, que estão a aguardar há muito tempo pela conclusão e instalação do novo farol, cujos trabalhos iniciaram em 2019, mas que até então ainda não passaram da mera intenção e incúria que tem deixado muita falta à classe, desabafou, apelando aos responsáveis por esta área para que agilizem na conclusão desta obra que “muita falta” faz às embarcações de boca aberta tanto da ilha do Maio, como às da vizinha ilha de Santiago.

O colega Herculano Sanches, que é natural da ilha de Santiago comunga também da mesma opinião, e vai mais longe, dizendo que situação é mesmo “grave”, porque aquele espaço está a “cair aos pedaços” pondo em risco a vida de todos aqueles que no dia-a-dia utilizam aquele edifício.

A mesma fonte salientou ainda que no período das chuvas ficam todos ensopados e com medo que as paredes caiam, receio que também estão a sentir neste momento que faz muita ventania.

“É lamentável o estado em que se encontra esta casa, mas temos que ficar aqui porque não podemos fazer nada, por isso depositamos alguma esperança na sensibilidade do novo ministro do Mar para resolver a nossa situação antes que algo de grave aconteça connosco”, perspectivou.

WN/ZS

Inforpress/Fim

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