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Maio: Pescadores dizem-se “agastados com tanta demora” na conclusão das obras de instalação dos novos faróis na ilha

Porto Inglês, 09 Jun (Inforpress) – Os pescadores da zona  norte da ilha dizem estar “agastados” com a demora na conclusão das obras de instalação do farol de Cais, passados dois anos após o início dos trabalhos.

Em conversa com a Inforpress, o pescador Manuel Fortes assegurou que o não funcionamento do farol de Cais é um dos principais problemas que inquietam a classe, lembrando que asituação vem arrastando há mais de 30 anos, e que durante todo esse tempo estão a passar por “muitas dificuldades”, principalmente à noite, na hora do desembarque, após a faina diária.

Adiantou que os trabalhos para a construção de um novo farol foram iniciados há dois anos, mas até então as obras não foram concluídas, para o desespero dos pescadores, visto que aqueles materiais de construção estão a degradar-se dia após dia, por causa da maresia.

A mesma situação é denunciada pelo pescador Rafael Santos, que advoga ser “urgente” a conclusão dos trabalhos, uma vez que a infra-estrutura serve de referência à navegação, principalmente à noite.

Afirmou que há muito receio e cuidados redobrados quando regressam à terra e que a situação é pior quando se trata de colegas menos experimentados e pouco conhecedores da área, sendo que alguns até já ficaram encalhados.

Os pescadores contactos pela Inforpress dizem-se também agastados com a situação em que se encontra a casa de abrigo em Porto Cais, “uma questão preocupante”, por que alguns pescadores, tanto da ilha do Maio como os provenientes da ilha de Santiago, utilizam o espaço para se abrigarem, mas a infra-estrutura está com paredes “rotos” e com tecto a cair aos bocados

“Alguns pernoitam nas praias, uma vez que aquela casa constitui um perigo. Além do mais, entre Julho e Agosto, chove por dentro”, salientou, informando que para fugirem desse perigo nessa altura, construíram  os seus próprios funcos (casebres) de pedra, onde podem abrigar-se”.

Aquele pescador disse que estavam esperançosos de que a construção da casa de abrigo Porto Cais pudesse ser uma realidade ainda este ano, mas tendo em conta o rumo da situação já não acreditam que as autoridades responsáveis por este sector venham apriorizar esta construção.

A mesma preocupação é levantada pelo presidente da associação Vindos do Norte, Marcelino dos Santos, para quem a casa de abrigo de Porto Cais devia ser há muito tempo uma prioridade, tanto para edilidade maiense como pela Direcção-geral das Pescas, levando em conta que o edifício se encontra praticamente em ruínas, colocando em perigo a vida dos pescadores.

Segundo avançou, aquele edifício foi ao longo dos anos um dos espaços mais procurado pelos pescadores da zona norte, bem como da ilha de Santiago, visto que está localizado num ponto que possibilita rápida deslocação aos bancos de pesca mais procurados.

WN/JMV

Inforpress/Fim

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