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Maio: Operadores turísticos descontentes com novo  plano de voo em vigor pela companhia área Binter CV

Porto Inglês, 21 Nov (Inforpress) – Operadores turísticos na ilha do Maio manifestaram-se hoje “descontentes” com o novo  plano de voo colocado em vigor pela companhia área Binter CV, que passa a vigorar a partir de hoje.

A ilha do Maio  passa a contar com  ligações áreas três vez por semana, às segundas, quintas e domingos, o que na opinião dos operadores turísticos é uma “medida lesiva” para o sector do turismo na ilha, visto que muitos dos seus clientes já cancelaram as viagens.

Segundo Ornela, em representação do empreendimento turístico Stella Maris, o mais grave é que esta medida foi divulgada “tardiamente”, aliás, sintetizou, num momento em que todos os seus clientes já tinham as reservas feitas e com passagem adquiridas.

Conforme avançou aquela representante, todos os operadores turísticos estavam a contar que iriam ter uma época alta com vários clientes, mas que devido a este novo plano os turistas já manifestaram descontentamento, cancelando as reservas e a procurarem outros destinos para passar férias.

“Este plano de voo é muito lesivo, tanto para os turistas como para nós, porque muitos que preferiam passar uma semana na ilha, agora não vão puder fazê-lo, visto que são obrigados a ficarem mais dois ou três dias na Cidade da Praia e reduzirem a estadia no Maio, horário de voo  que os impedem de apanhar voos internacionais”, salientou.

Por seu lado, o gerente do Hotel Big Game, Matia Ricci, disse também que muitos clientes, “zangados” com a companhia Binter, já cancelaram as suas reservas dizendo que vão procurar um outro destino, porque compraram os seus bilhetes com alguns meses de antecedência e só agora, no momento em que pretendiam viajar para ilha, recebem a informação que vai ser implementado um novo plano de voo.

Aquele operador turístico defendeu que este plano de voo é incompatível para um turista que queira visitar a ilha e depois apanhar o voo internacional de regresso ao país de origem, salientou que “ o mais grave” ainda é que um turista que queira vir visitar a ilha possa cancelar a sua viajem, porque não tem garantia de que esse plano de voo vá continuar, porque “eles querem uma garantia de regresso”.

O nosso entrevistado afiançou ainda que  todos os operadores estavam a contar com uma época alta, mas a situação é totalmente diferente.

“Desde que estamos a operar na ilha este é o pior ano por esta altura comparando com os anos anteriores, porque neste momento temos somente dois a três quartos  ocupados”, concretizou.

Matia Ricci vai mais longe ao afirmar que os sucessivos governos “têm feito de tudo para que o turismo na ilha não avance” e apontou como exemplo a mudança contínua de voos, além do prometido arranque dos trabalhos da requalificação do porto que até o momento nada foi feito.

Confessou, por fim, que tem aconselhado os seus amigos que queiram investir na ilha, para procurem outro sítio, porque “aqui tudo está parado e cada ano pior”.

WN/AA

Inforpress/Fim

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