Maio: Jovens maienses questionam sobre paradeiro do projecto Maio Digital

Porto Inglês, 11 Mai (Inforpress) – Os jovens maienses questionam sobre o paradeiro do projecto Maio Digital, que colocaria a ilha como sendo a primeira totalmente digital no País, possibilitando melhor conectividade à internet e telefónica, iniciada há mais de 4 anos.

Referiram ainda que, durante o lançamento do projecto “Aldeias Sustentáveis para o Desenvolvimento”, fora garantido que a ilha viria a ser a primeira a ser totalmente digital no País e mesmo nos PALOP, no entanto volvidos mais de 3 anos, ainda os jovens não estão a sentir nenhum benefício. Aliás constataram que as expectativas criadas têm vindo a revelar que a juventude maiense tem recebido somente promessas.

Esta preocupação foi manifestada pelo jovem Geovane Monteiro, lembrando que durante o acto de inauguração das praças digitais foi prometido que, no quadro deste projecto, muitas acções viriam a ser realizadas, com destaque para a formação a nível da literacia mediática, inclusão digital, sobretudo nas zonas com maior problema de acesso à internet.

No entanto, frisou aquele jovem, que de lá para cá nada foi feito e nem sequer tem havido alguma partilha de informação sobre o que terá acontecido e qual a previsão da retoma das actividades, precisando que a praça digital da localidade de Morrinho, nem sequer funciona, mesmo após os reparos que foram realizados.

Além do mais, afirmou que a rede é de “fraca qualidade”, pelo que quando utilizavam aquele serviço, passavam mais tempo à espera que um servidor ou um motor de busca abrisse, do que estarem a navegar.

Por seu lado, Hailton Martins adiantou que os jovens daquela localidade não entendem a razão do não funcionamento da praça digital naquele povoado, pelo que exorta as autoridades com responsabilidade neste sector que revejam esta situação, porque na sua opinião o funcionamento das praças digitais poderá ajudar os jovens e principalmente os estudantes a fazerem as suas pesquisas de forma gratuita.

Flavinho Garcia Cabral, que também é estudante, defende que as praças digitais deveriam ser reabertas, mas com melhor qualidade e velocidade na rede, de modo a possibilitar aos jovens e estudantes este tipo de serviço.

“No acto de inauguração foi-nos dito que esta rede tem a capacidade de atingir um raio de 100 metros, mas na verdade não está a acontecer e mesmo onde é possível aceder é muito lento”, notou.

A Inforpress também ouviu Eunice Cabral, que defendeu igualmente a reabertura da praça digital de Morrinho, para que os jovens possam recomeçar a navegar sem dificuldades, embora admitiu que a velocidade da rede fica aquém do desejado, porque demora mais tempo a abrir do que o normal.

O projecto financiado pela Associação Fraunhofer Portugal, no quadro do projecto SV4D-CV, Aldeias Sustentáveis para o Desenvolvimento, visa universalizar o acesso às tecnologias de informação e comunicação, proporcionando assim, aos jovens o acesso grátis à internet através do serviço wi-fi na primeira fase.

O mesmo projecto conta com a parceria da Câmara Municipal do Maio, da Agência de Regulação Multisectorial da Economia, da Direcção Geral das Telecomunicações e Economia Digital, ARCTEL, NOSI, CV Telecom e Unitel Tmais.

Contactada pela Inforpress, a Câmara Municipal assegurou que já estão a ultimar os preparativos, juntamente com os financiadores do projecto, para o lançamento da segunda fase.

WN/ZS

Inforpress/Fim

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