Maio: Iniciativa Pesca Costeira recolhe subsídios para plano de actividade de co-gestão em 2021

Porto Inglês, 26 Nov (Inforpress) – Uma equipa do projecto Iniciativa da Pesca Costeira (IPC) encontra-se de visita a ilha do Maio para realizar encontros com os diversos intervenientes neste sector, sobretudo os pescadores, para recolha de subsídios para o plano de 2021.

Conforme explicou a técnica do projecto IPC, durante o atliê realizado na ilha há alguns meses, foram apresentados alguns estudos em que  os próprios pescadores sugeriram  algumas matérias para o ano de 2021, e desta vez informou que o foco está na co-gestão, algo que considera ser fundamental para um gestão sustentável dos recursos marinhos existentes no País.

Segundo informou, a ilha é uma das escolhidas para implementação deste projecto, assim sendo existe algumas recomendações a serem respeitadas, pelo que pretendem passar essas informações e entender até que ponto conhecem o plano de co-gestão, ao mesmo tempo recolher as recomendações que pretendem que sejam implementadas durante o ano 2021.

Aquele responsável admitiu que os pescadores e parceiros presentes no encontro possuem algumas informações e consciência da importância e da necessidade da co-gestão, mas precisam ver a sua implementação na prática em serem parte do processo.

“Deixaram também a preocupação de haver mais o reforço da formação as mulheres peixeiras na questão de tratamento, processamento e conservação do pescado”, declarou a mesma fonte, que frisou que este projecto engloba três componentes, nomeadamente a governação da pesca, englobando a parte da legislação, bem como a cadeia de valor, desde captura até ao consumidor.

Por seu lado, o presidente da Associação Vindos do Sul, Carlos Manuel Santos, assegurou que a co-gestão é “algo fundamental” para se garantir a continuidade dos recursos marinhos existentes nos mares de Cabo Verde, embora admitiu que não será tarefa fácil para ser implementado inicialmente, mas que com o tempo vai ser possível ver as vantagens.

Aquele representante frisou ainda que a formação é um dos aspectos a ser reforçado, com vista a multiplicar o conhecimento da transformação do pescado, bem como na segurança no mar e formação linguística, tendo em conta que a ilha almeja ter um desenvolvimento turístico nos próximos anos.

Cabo Verde é um dos três países africanos abrangidos pelo Projecto IPC-AO, financiado pelo GEF, Convenção de Abidjan, Programa das Nações Unidas para o Ambiente, agências governamentais e outros parceiros, no montante de cerca de 52 milhões de dólares para um período de quatro anos (Setembro 2018 – Maio 2022) e implementado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

WN/AA

Inforpress/Fim

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