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Fundação Maio Biodiversidade monitora a única população de Pedreiro-azul existente no ilhéu de Laje Branca

Porto Inglês, 03 Ago (Inforpress) – A Fundação Maio Biodiversidade (FMB) já está a monitorar a população da ave marinha Pedreiro-azul existente no ilhéu de Laje Branca, para melhor se inteirar sobre os principais factores de ameaça nos seus processos de reprodução.

Em conversa hoje com a Inforpress, a responsável pelo sector marinho da FMB, Sara Ratão, assegurou que o trabalho de monitorização levado a cabo pela fundação iniciou em 2016 com estudos “muito básicos” sobre qual é o pico de maior actividade daquela população que normalmente acontece nos meses de Janeiro e Junho, momento em que estas mesmas aves se nidificam.

“Em 2017 continuamos com outros estudos a nível da ocupação dos ninhos, fizemos o estudo da estimativa da população do Pedreiro-azul existente no ilhéu e também fizemos o estudo da existência de predadores no ilhéu, principalmente de ratos, que é uma preocupação muito grande em colónias relativamente pequenas de aves marinhas”, frisou.

Sara Ratão avançou ainda que, no decorrer de 2017, em parceria com o parque natural da ilha do Fogo e com a Universidade de Barcelona, receberam uma acção de capacitação no que tange às técnicas de captura e recaptura das aves, o que lhes permitiu trabalhar com mais exactidão e definir o número de indivíduos de Pedreiro Azul existente no ilhéu.

“Tivemos também uma formação em como retirar as medições correctamente, como pesar o animal e como tirar a amostra”, notou.

Conforme adiantou aquela responsável, graças a um estudo realizado por uma estudante que veio da Universidade de Londres, foi estimado que vivem cerca de 1140 indivíduos de Pedreiro-azul no ilhéu de Laje Branca, único espaço na ilha que alberga aquele tipo de ave marinha local que faz parte da zona integral e que se situa dentro do parque natural norte da ilha do Maio.

No entanto, aquela técnica da FMB assegurou que até então já conseguiram anilar cerca de 650 indivíduos de Pedreiro-azul, pelo que disse que estão cientes de que estão perto de atingir a população estimada por aquela estudante.

Sara Ratão disse ainda que existe muito pouco estudo a nível mundial sobre esta espécie, pelo que ainda não se sabe muito sobre esta ave, se os ninhos que são colocados debaixo da areia têm ligações entre si, visto que são “bastante frágeis”, razão pela qual quando se deslocam ao ilhéu são obrigados a dar a volta ao ilhéu para não machucarem os ninhos.

Embora o Pedreiro-azul não esteja na lista das aves ameaçadas de extinção como a Cagarra, encontra-se na lista vermelha das aves marinhas de Cabo Verde, razão pela qual existe um interesse na sua protecção a nível nacional, sublinhou, acrescentando que “inclusive” estão a escrever um artigo científico sobre esta ave e a previsão é de escrever mais um em breve.

Neste sentido, a mesma fonte fez saber que em parceria com a Universidade de Barcelona e financiada pela fundação MAVA, estão a desenvolver um projecto cuja duração é de 6 anos e que visa criar um plano de acção para a protecção das aves marinhas, do qual consta o Pedreiro-azul.

De referir ainda que, a FMB tem vindo a realizar desde 2007 estudos e monitorização com outros tipos de aves, nomeadamente com o borrelho-de-coleira-interrompida, que tem vindo a despertar “muito interesse” dos estudantes da Universidade de BATH do Reino Unido, e que já foi alvo de lançamento de um artigo científico.

WN/ZS

Inforpress/Fim

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