Maio: Fundação Maio Biodiversidade já registou mais de 4000 ninhos a meio da temporada

Porto Inglês, 23 Ago (Inforpress) – O coordenador da patrulha e protecção das tartarugas marinhas da Fundação Maio Biodiversidade disse hoje que aquela ONG já registou mais de 4000 ninhos, quando a temporada da protecção das tartarugas marinhas já se encontra praticamente a meio.

Em declarações à Inforpress, Leno dos Passos assegurou que até o momento “tudo está a decorrer normalmente”, frisando que o balanço a meio percurso “é positivo”.

O responsável frisou que está a contar com muita participação de todas as comunidades, incluindo parcerias de nove grupos sociais e associações comunitárias que enviam dois membros por noite.

Segundo Leno dos Passos, este número significa 40 por cento (%), comparado com o registado no ano passado, altura que a ONG registou um “boom” de ninhos de tartaruga, mas, mesmo assim, considera ser positiva a campanha que já vai a meio, tendo em vista que a mesma está prevista para terminar nos meados do mês de Outubro.

“Mesmo assim, estamos a prever ter um bom ano, embora menor do que no ano passado, mas melhor em relação aos anos de 2016 e 17”, frisou.

O coordenador da patrulha e protecção das tartarugas marinhas da Fundação Maio Biodiversidade apontou ainda como um dos aspectos positivos da campanha deste ano a participação da população da vila do Barreiro, considerada nos anos anteriores como sendo a mais problemática em termos de apanha.

Mas este ano, destacou Leno Passos, a equipa do Barreirense tem engajado ao ponto de estar a assumir 50% da protecção das praias.

“Isso tem nos deixado satisfeito, visto que até o momento ainda não registamos nenhum caso de apanha de tartaruga”, sublinhou, enfatizando que este ano estão a contar com uma “boa” participação dos voluntários internacionais, o que para a ONG significa mais mão-de-obra para campanha.

Para Leno Passos, a presença destes participantes significa também mais rendimento para as comunidades que os recebem.
coordenador da patrulha e protecção das tartarugas marinhas da Fundação Maio Biodiversidade esperam receber, até o fim da temporada, cerca de 50 voluntários.

Até ao momento, disse, já contaram com a colaboração de aproximadamente 30 estudantes voluntários e não só, provenientes de diversos pontos do globo, com enfoco na Europa.

Relativamente à construção de viveiros para colocação de ninhos que estavam localizados em locais considerados de riscos, Leno dos Passos afiançou que neste momento já estão construídos mais de quatro viveiros e que os mesmos estão já praticamente cheios, pelo que considera ser mais um ganho, uma vez que existe uma “boa” probabilidade de eclosão dos ovos.

No que se refere ao questionamento de que os guardas estão a auferir de um salário inferior ao dos anos anteriores, Leno dos Passos explicou que nestes últimos anos estão a cumprir a lei, fazendo o desconto do IUR sobre o montante que auferem no final do mês, retirando um total de 15% sobre o salário dos guardas, o que contribui para a “diminuição” dos seus vencimentos.

Todavia, aquele responsável informou que nem todos auferem do mesmo salário, porque existe um escalão de acordo com o nível de experiência e de função que desempenham, frisando que um líder de equipa está num patamar acima daqueles que estejam a iniciar esta actividade.

Leno dos Passos conclui dizendo que a introdução da lei que criminalize a apanha, consumo e comercialização de produtos derivados das tartarugas marinhas também está a contribuir para alguma mudança de comportamento, não obstante admitir que podem estar a acontecer alguns casos de apanha das tartarugas nas praias, onde ainda não é possível fazer a fiscalização.

WN/JMV

Inforpress/Fim

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