Maio: FMB inicia campanha de protecção das tartarugas mas lamenta a apanha de uma espécie mesmo antes do arranque da “empreitada”

Porto Inglês, 30 Jun (Inforpress) – A Fundação Maio Biodiversidade (iniciou na noite de quinta-feira a campanha de protecção das tartarugas marinhas na ilha, que se prevê que seja diferente dos anos anteriores.

O responsável da ONGB explicou à Inforpress que a campanha vai decorrer com a presença de menos guardas, devido às dificuldades orçamentais, numa altura em que já se registou a apanha de uma tartaruga marinha mesmo antes do arranque da campanha de protecção.

Esta informação e preocupação foram avançadas pelo coordenador da patrulha, Jairson da Veiga, para quem esta vai ser uma experiência nova e um desafio para aquela ONG.

Isto porque, segundo explicou, este ano a Fundação Maio Biodiversidade já não vai poder contar com a verba do seu maior o financiador, o MAVA, que já manifestou a sua intenção de se retirar do projecto, uma vez que o protocolo que existia entre estas duas organizações expirou em 2021.

Conforme avançou aquele responsável, tanto os guardas como os líderes de equipa já se encontram nas referidas localidades e hoje à noite vão iniciar o patrulhamento das praias, que, de acordo com o calendário desta campanha vai decorrer até ao final do mês de Setembro.

No entanto, denunciou que a organização tem a lamentar a apanha de uma tartaruga marinha, algo que considerou previsível, tendo em conta o historial da ilha, mas que espera não ser em grande proporção este ano.

Durante este período, afiançou que a equipa de patrulha vai realizar recolha de dados biométricos nas praias da ilha, bem como promover campanha de limpezas nas praias para que as tartarugas possam nidificar sem dificuldades, e que durante a eclosão que os filhotes possam voltar ao mar sem grandes problemas, realçando que este ano pretendem integrar o futebol como forma de passarem as suas mensagens.

“Este ano, temos como grande novidade a realização da liga tartaruga, que vai abarcar tanto o futebol masculino como feminino, durante a qual pretendemos passar a nossa mensagem de que a tartaruga marinha é importante, mas também mostrar que estamos preocupados com os jovens e o bem-estar desta camada social”, enfatizou.

Jairson da Veiga admitiu que este ano vai ser “especial”, por estarem a contar com menos guardas, realçando ao mesmo que que estão a prever menos nidificação das tartarugas.

De todo o modo, afiançou, a equipa vai recorrer ao uso de drones durante o dia para fazer recolha de dados nas praias onde não vão poder contar com a presença de guardas.

Questionado a razão pela qual preveem menos nidificação nas praias, aquele responsável respondeu que isso se deve-se ao facto de nos anos anteriores, por esta altura, já tinham registado o dobro de ninhos e que isso é um indicador de que a temporada vai ser menos intensa do que ano transato.

Em termos geral, a campanha de nidificação está a acontecer cada vez mais cedo e a terminar também mais cedo”, precisou,

De acordo com o responsável, até ao momento já se registaram 44 ninhos ninhos, distribuídos um pouco por toda ilha, e uma apanha, algo que disse esperar que venha ser menor em relação aos anos anteriores, visto que o trabalho de sensibilização que estão a realizar ao longo dos anos está a ter o seu impacto junto das comunidades.

Embora tenha admitido que a apanha criminosa da apanha das tartarugas não acabe de um dia para outro, disse que a ONG está a contar com o engajamento e a participação da população e de jovens locais e alguns voluntários nacionais e internacionais, bem como grupos organizados, e que este ano pretendem introduzir uma nova forma de apoio, apostando sempre na sensibilização.

“Perspectivamos que este ano vamos ter uma envolvência total dos grupos organizados que, durante estes últimos anos, têm vindo a colaborar connosco e de entidades locais, Por isso, estamos em querer que este ano vai ser especial, uma vez que a ilha já é uma reserva da Biosfera da UNESCO e muitos voluntários internacionais estão a manifestar o interesse de virem participar nesta campanha”, notou.

O coordenador da patrulha sublinhou que, à semelhança dos anos anteriores, já instalaram o viveiro na praia de Bixe Rotxa, onde vão ser colocado os ninhos considerados em risco, servindo-se também como espaço de sensibilização das pessoas sobre a importância da preservação desta espécie marinha.

Por fim, denunciou que as obras da ampliação e modernização do porto do Maio tem vindo a contribuir para alguma perturbação para as tartarugas que procuram aquela praia para asdosovas.

WN/JMV
Inforpress/Fim

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