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Maio: Fundação Maio Biodiversidade considera “extraordinária” campanha de protecção das tartarugas marinhas

Porto Inglês, 17 Nov (Inforpress) – A Fundação Maio Biodiversidade considerou hoje “extraordinária” a campanha de protecção das tartarugas marinhas deste ano, visto que é a primeira vez que conseguiram registar mais de 45 mil ninhos de tartarugas.

Esta informação foi avançada à Inforpress, pelo coordenador da patrulha Jairson da Veiga, para quem a ilha do Maio tem vindo a demonstrar ao longo destes últimos anos, que é um dos mais importantes sítios em Cabo Verde para o refúgio das tartarugas, principalmente a espécie caretta-caretta.

Conforme afiançou aquele coordenador, a FMB publicou recentemente um estudo numa das revistas internacionais ligadas à conservação marinha, comprovando que “só a ilha do Maio seria o quinto sítio mais importante para colónia de caretta-caretta, tendo em conta a densidade de ninhos que apresenta”, sublinhou, frisando que no mesmo estudo puderam concluir que “Cabo Verde seria a primeira maior colónia no mundo de tartaruga caretta-caretta”.

Justificou que foi uma temporada “extraordinária” porque, este ano, registaram ninhos em praias que antes não faziam patrulha, o que, segundo defendeu, contribuiu para que houvesse mais apanha.

A mesma fonte realçou, entretanto, que nem tudo decorreu da forma como pretendiam, sustentando que, comparativamente a anos anteriores, este ano, registaram o maior número de apanha de tartarugas marinhas, um total de 179 apanhas, um número que, admitiu, pode ser maior.

Segundo assegurou aquele responsável, “setenta a oitenta por cento de captura aconteceu perto das praias da vila do Barreiro”, sublinhando que aquela vila que há dois anos foi tida como um exemplo na ilha em termos de conservação, em pouco menos de dois anos está na “lista negra” a nível nacional, tendo em conta a sua  dimensão populacional, comparado com outras comunidades que vivem ao redor das praias de mar.

Admitiu que a nível nacional em termos de apanha a ilha do Maio está atrás da ilha do Sal, mas relativamente à dimensão populacional da vila do Barreiro, coloca-a em primeiro lugar a nível nacional e até da sub-região africana, o que na sua opinião não pode continuar assim, uma vez que a ilha faz parte da reserva da Biosfera da Unesco.

Jairson da Veiga considerou, por outro lado, que houve um “atraso” a nível da consciência ambiental naquela vila, informando que devido à falta de entendimento entre a FMB e as associações locais e equipas de futebol, nos últimos dois anos não houve a colaboração das pessoas na protecção das tartarugas marinhas, porém aquela ONG afirmou que não responsabiliza aquelas organizações por este grande número de apanha.

A mesma fonte salientou, por outro lado, que durante a campanha de protecção das tartarugas marinhas, conseguiram dinamizar o turismo rural, com a vinda de voluntários internacionais para participarem na campanha e que durante as suas estadias acabaram por ficar em casas de algumas famílias, o que lhes permitiram ter algum rendimento durante todo esse período.

WN/ZS

Inforpress/Fim

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