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Maio: FMB regozija-se com condenação de dois indivíduos apanhados a caçar tartarugas

Porto Inglês, 04 Fev (Inforpress) – A Fundação Maio Biodiversidade manifestou-se hoje satisfeita com a condenação de dois indivíduos surpreendidos, no ano passado, a apanharem tartarugas numa das praias de Ribeira D. João.

O Tribunal da Comarca do Maio condenou os dois réus ao pagamento de multas no valor de 30 mil escudos.

Em declarações à Inforpress, o coordenador de patrulha da campanha de protecção das tartarugas marinhas, Jairson da Veiga, informou que durante a campanha do ano passado, a equipa de patrulha destacada para localidade de Ribeira D. João conseguiu identificar e resgatar com vida uma tartaruga nas imediações da praia e também localizar os dois apanhadores, pelo que contactaram a Polícia Nacional que se deslocou ao local.

Os dois indivíduos foram pegos em flagrante e conduzidos à Esquadra Policial e posteriormente encaminhados à comarca local que, por sua vez, deu andamento ao processo e, no início desta semana, divulgou a sentença, na qual aplicou uma multa de trinta mil escudos mais oito mil de taxa de execução do processo, acrescentando que caso os mesmos não acatarem esta determinação incorrerão numa pena de cem dias de prisão.

Para aquele responsável, a FMB não tem nenhum interesse em que alguém seja preso por caçar tartarugas mas reconheceu que ainda existe um pequeno grupo de pessoas naquela localidade, e não só, que não tem vindo a acatar a lei, pelo que as autoridades devem agir para dissuadir os que ainda teimam em capturar as tartarugas e também mostrar à comunidade que quem cometer este crime não fica impune.

Jairson da Veiga disse que o resultado da campanha de protecção do ano passado foi “surpreendente” porque conseguiram registar mais de vinte cinco mil ninhos, durante a qual contaram com uma “excelente” colaboração das associações e equipas de futebol, de quase todas as localidades, mas afiançou que tiveram um ligeiro aumento da apanha em relação aos anos anteriores.

“A nossa intenção é que cada comunidade se sinta responsável pela protecção das tartarugas nas suas comunidades, mas temos um pequeno grupo que tem vindo a resistir em algumas localidades, e se a lei não for aplicado vão continuar com a mesma postura”, disse Jairson da Veiga que se manifestou satisfeito com a decisão da Comarca do Maio, mas assumiu que o maior objectivo é sensibilizar e consciencializar sem que haja penalização.

O nosso entrevistado avançou ainda que a FMB já começou a trabalhar na preparação da campanha deste ano e disse que espera poder contar com cada vez maior empenho das comunidades locais e grupos organizados, por forma a conseguirem atingir menos apanha possível.

WN/HF

Inforpress/Fim

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