Maio: Delegação do IMP aguarda ainda pelo desembolso de verbas para comparticipar no plano de segurança balnear

Porto Inglês, 22 Ago (Inforpress) – A Delegação do Instituto Marítimo e Portuário na ilha ainda aguarda pelo desembolso de verbas para poder comparticipar no plano de protecção da época balnear, que arrancou há mais de um mês e que está sendo assegurado pela edilidade maiense.

Em declarações hoje à Inforpress, o delegado do Instituto Marítimo e Portuário na ilha do Maio, Miguel Cândido, lembrou que nos últimos anos a responsabilidade de garantir aos banhista uma época balnear em segurança tem vindo a ser assegurado através de um protocolo existente entre o IMP e a Câmara Municipal do Maio, que visa a colocação de três nadadores salvadores em regime de turnos nas duas principais praias da Ilha, de Julho a Setembro.

Miguel Cândido recordou ainda que este ano, os nadadores salvadores foram recrutados pela CM, sob fiscalização e coordenação do IMP, com horário de trabalho diário, incluído fins-de-semana e feriados, razão pela qual estão a fazer somente o acompanhamento do cumprimento estipulado no contrato com os nadadores salvadores.

Acrescentou que nem sempre o cumprimento do horário tem sido respeitado por aqueles profissionais, situação que preocupa a instituição, uma vez que se trata “um trabalho de muita responsabilidade” e, por isso, ajuntou, os “nadadores devem também assumir as suas missões”.

O responsável adiantou que esta situação da falta de verba tem vindo a repetir há cercas de três anos, destacando que no ano passado só conseguiram arcar com as despesas destinadas ao pagamento do salário dos nadadores salvadores, graças a uma parceria rubricada com a Fundação Maio Biodiversidade (FMB), mas que na altura manifestou a sua indisponibilidade em continuar com o apoio para este ano.

“No ano passado, estabelecemos um protocolo tripartido, IMP, CMM e a FMB. Esta fez um esforço financeiro para suportar a nossa cota parte das referidas despesas com os nadadores salvadores, e em contra partida foi lhes disponibilizado um espaço nas praias para colocação de viveiros de tartaruga, apoio na divulgação das suas políticas de conservação e preservação ambiental junto dos turistas nacionais e internacionais, através dos nossos nadadores salvadores”, frisou.

Miguel Cândido considerou, entretanto que ainda está a tempo da Delegação local ser contemplada com a referida verba por parte da direcção central, de forma a cumprir parte que lhes cabem, em parceria com a edilidade, no pagamento dos três nadadores salvadores que garantem a segurança nas praias de Beach Rotxa e Ponta Preta.

“Este ano ainda, não tivemos nada assegurado, relativamente ao pagamento dos compromissos, pelo que até então temos vindo a contribuir com os equipamentos de segurança”, salientou, frisando que o plano de segurança da época balnear tem um custo anual de 165 mil escudos, repartido entre a autarquia maiense e o IMP.

Um outro aspecto que o delegado do IMP na ilha apontou como um dos constrangimentos tem a ver com o vandalismo das bandeiras, assim como o não respeito por parte das pessoas no que se refere às bandeiras colocadas nas praias.

Neste particular garantiu que, apesar de estarem permanente a fazerem a sensibilização juntos dos banhista, pessoas há que desobedecem o sinal da proibição da entrada no mar, mesmo vendo a bandeira vermelha, sinalizando que o mar está revolto.

“Inclusivamente, tivemos este ano uma situação em que uma criação de 4 anos esteve em risco de perder a vida, mas felizmente houve uma pronta intervenção por parte dos nadadores salvadores, e a mesma foi resgatada e encaminhada para o Centro de Saúde”, informou, apelando também aos pais que tenham mais atenção aos seus filhos nesta época do ano, não deixando-os a irem à praia sozinhos.

WN/JMV

Inforpress/Fim

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