Maio: Cooperativa de sal considera um “sucesso” a participação no Atlântic Music Expo

Porto Inglês, 16 Abr (Inforpress) – As mulheres da cooperativa de sal da ilha do Maio consideram que a participação na feira de exposição do Atlântic Music Expo foi um “sucesso”, durante a qual o sal e os seus derivados tiveram uma “boa” aceitação.

Ao fazer o balanço da participação da ilha do Maio no Atlântic Music Expo, a representante da cooperativa de sal, Luizanita Ribeiro, assegurou que não estavam a contar com a tamanha adesão das pessoas que visitaram o stand da ilha à procura dos seus produtos, alguns confecionados pela primeira vez.

“A nossa participação foi boa, porque todos os produtos que trouxemos como sal com tempero, flor de sal, e ainda pedras e sal grosso foram muito procurados e até tivemos que pedir que nos enviassem mais produtos da ilha do Maio, porque a procura foi tanta, que muitos dos produtos que trouxemos acabaram nos primeiros dias”, frisou.

Conforme avançou aquela representante, alguns dos produtos que apresentaram na feira, são fruto de uma formação que receberam recentemente, promovida pela União Europeia, através do Instituto Marquês de Valle Flor, pelo que não conseguiram produzir em quantidade, devido à falta de tempo, porém garantiu que a partir deste momento vão se dedicar mais a estes produtos, por forma a abastecerem tanto o mercado local como nacional, tendo em conta que é um produto novo no mercado.

Luizanita Ribeiro aproveitou a ocasião para exortar os maienses a darem mais valor ao sal da ilha, e que também passem a visitar mais a cooperativa de sal para conhecerem os produtos que estão a confeccionar, acrescentando que as pessoas devem começar também a ter mais cuidado com a apanha de pedra de sal dentro da salina para oferecem aos seus amigos, porque isso não contribui na valorização deste produto.

Por seu lado, o vereador da Cultura da Câmara Municipal do Maio, Queita Santos, disse que a participação da ilha no AME teve como uma das apostas, a divulgação dos produtos derivados do sal e o potencial natural, ambiental, cultural e social da salina do Porto Inglês, além do potencial que é a produção de queijo do artesanato local e da música.

“Tivemos muitas visitas das pessoas a quererem saber mais sobre a ilha e a sua peculiaridade, tendo em vista que temos produtos de alta qualidade, como é o queijo e o sal”, sublinhou afiançando que “foi uma aposta ganha claramente”, já que existe uma certa curiosidade e perspectiva em relação àquilo que pode ser o património de todos localizada na ilha do Maio e tudo aquilo que está a sua volta, bem como toda ilha.

Conclui dizendo que esta experiência vai ser replicada na ilha do Maio por ocasião da celebração das efemérides importantes que se assinalam na ilha e no país, por forma a promover e divulgar os potenciais da ilha, em parceria com as associações de artesãos, cooperativas de sal e do queijo e ONG existentes na ilha.

WN/ZS

Inforpress/Fim

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