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Maio: Conta de gerência e plano de actividades mereceram leituras diferentes entre as duas bancadas

Porto Inglês, 27 Mai (Inforpress) – A conta de gerência da Câmara Municipal do Maio referente ao ano 2020 mereceu hoje uma leitura diferente entre as duas bancadas, contando com votos favoráveis por parte do MpD (poder), e votos contra do PAICV (oposição).

O plano de actividades também teve uma apreciação diferente, com leitura favorável por parte dos 10 deputados do MpD e abstenção por parte dos três deputados da bancada do PAICV.

Segundo o porta-voz da bancada do Movimento para Democracia, Fenando Jorge da Graça, a sua bancada votou favoravelmente o plano de actividade e a conta da gerência, porque, apesar de um ano difícil, por causa da pandemia, a edilidade conseguiu com “competência” dar respostas às questões sociais, “acudindo e mitigando” uma boa parte dos problemas que as pessoas vêm deparando neste momento.

“Também, podemos falar em um conjunto de obras que acabaram por trazer mais qualidade, tanto à nossa cidade como aos povoados, ao mesmo tempo garantindo posto de trabalho e emprego às família”, justificou a leitura positiva que a bancada do MpD faz do documento, apontou que isso reflecte, aliás, no grau de execução que ronda os 78 por cento (%).

Refutou s acusações da oposição que afirma que algumas obras ficaram por concluir, questionando se as obras da requalificação da ribeira da vila da Calheta são obras inacabadas.

“Uma obra que no tempo da governação do PAICV não foi executada, durante o período em que se decretou aquela urbe como vila, mas que não tinha as mínimas condições, mas hoje qualquer um que visite aquela vila reconhece que houve uma profunda alteração e embelezamento e que trouxe mais segurança à população, principalmente em momentos de chuva”, vincou.

Para o porta-voz da bancada do MpD, a oposição não tem “visão da amplitude das obras realizadas”, indicando a conclusão do estádio municipal que, na sua opinião, reúne as condições mínimas para receber qualquer prova a nível nacional.

Por seu lado, o porta-voz da bancada da oposição do PAICV), Jovino Gomes, justificou o voto contra à conta de gerência, destacando que as justificações dadas pela edilidade escondem-se atrás do problema da pandemia.

“As actividades e justificações não estão claras e nem conseguiram dar uma resposta concreta sobre as questões que levantamos durante o debate, algo muito atrapalhado, daí a razão do nosso voto contra”, afirmou.

Jovino Gomes afiançou ainda que muitas obras que foram dadas como terminadas pela autarquia ainda não foram concluídas e apontou como exemplo o estádio municipal, onde, conforme informou, faltam concluir a rede de esgoto, a instalação eléctrica e a rede de água.

Adiantou também que o centro juvenil da localidade de Morrinho encontra-se na mesma situação.

“Temos também exemplos dos dois campos de treinos nas vilas da Calheta e Barreiro, que, apesar de forem programados para ser construídos em quatro meses e que já tinham financiamentos garantidos, mas ainda pouco ou quase nada foi feito”, apontou, justificando abstenção da sua bancada ao plano de actividades, porque “fere com a nossa posição”.

Jovino Gomes disse, por outro lado, que a bancada do PAICV manifestou também o seu descontentamento e preocupação sobre a localização e a falta de vedação da lixeira municipal, algo que, na sua opinião, tem colocado em risco a saúde pública, tendo em conta a forma como é feito a queima do lixo a céu aberto, situação que vem incomodando as pessoas que vivem na cidade do Porto Inglês, bem como os que circulam naquela imediação.

WN/JMV
Inforpress/Fim

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