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Maio: Centro Interpretativo das Salinas do Porto Inglês com pouca afluência de visitantes nos últimos meses

Porto Inglês, 15 Mai (Inforpress) – O Centro Interpretativo das Salinas do Porto Inglês registou, nestes últimos meses, uma fraca afluência dos visitantes, tanto nacionais como estrangeiros, mas aquele espaço pretende reverter a situação.

Em conversa com a Inforpress, a guia responsável pelo espaço, Kátia Lopes, assegurou que nos últimos tempos tem havido uma pouca afluência de visitantes, devido à pandemia, ressalvando, no entanto, que aos fins-de-semana, a movimentação costuma ser um pouco diferente, graças à vinda das pessoas da ilha de Santiago, que normalmente procuram o Centro para descobrirem um pouco sobre a história da ilha.

A mesma fonte esclareceu que naquele espaço, os visitantes podem ficar a conhecer a história da ilha e da produção do sal, actividade económica que fez com que a ilha fosse no passado um ponto de referência a nível internacional.

Kátia Lopes destaca os tempos áureos da ilha, em que o “ouro branco” colocava a ilha no mapa dos comerciantes, chegando a contribuir para mais de 90 por cento do PIB nacional, e que despertou o interesse de várias nações e até de corsários.

“Aqui cada visitante tem a possibilidade de conhecer um pouco sobre a história da rota do sal e a sua importância no comércio internacional na altura, e, também, da história dos famosos corsários que estiveram na ilha, como foi o caso de Francis Drak e Casar, visto que na altura o Maio era um bom refugio para as suas embarcações”, frisou.

Conforme afiançou aquela responsável, o centro proporciona ainda aos visitantes uma vista única e fora da cidade do Porto Inglês, onde é possível “respirar ar puro”, dentro da área protegida, que faz parte de Ramsart.

“Aqui também oferecemos artesanatos e produtos derivados do sal, produzidos localmente, por isso os visitantes encontram um sitio que abarca tudo sobre a ilha”, incluindo a fauna e flora, com destaque para a presença de aves endémicas e migratórias que procuram a salinas de Porto Inglês para nidificação.

“São motivos que tornam este espaço mais especial. É considerado um dos mais importantes na costa oeste africana”, disse, apontando como exemplo o borelho-de-corelho-interrompida, perna longa, bem como pirolito, entre outros”.

Por se situar numa área protegida, Kátia Lopes disse que os visitantes não devem utilizar viaturas para entrar no referido espaço, pelo que foi criado um trilho para quem quiser se deslocar ao centro.

A ideia, explicou, é para não colocar em risco a vida das aves, e, ao mesmo tempo, poder desfrutar-se do observatório das aves. Aos visitantes, serão disponibilizados binóculos para melhor visionarem referidas aves, algo que também pode ser visto nos tablets no próprio centro .

No entanto, a guia manifestou a sua preocupação em relação aos residentes, que, na sua opinião, têm demonstrado “uma falta de interesse em conhecer a história da ilha”, razão pela qual durante o funcionamento do referido espaço apenas um numero “insignificante” de visitantes locais.

Para Kátia Lopes, a “falha” poderá estar ligada na divulgação do espaçou ou na falta de interesse por parte das pessoas, principalmente da camada jovem.

Para aquele responsável, o centro, cuja entrada é gratuita, vai ter uma dinâmica diferente nos próximos tempos, com o desenvolvimento do turismo que está projectado para ilha.
WN/JMV
Inforpress/Fim

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