Maio: Centro Interpretativo das Salinas de Porto Inglês vai ter uma gestão autónoma – edilidade

Porto Inglês, 12 Dez (Inforpress) – O Centro Interpretativo das Salinas de Porto Inglês (CISPI) vai ter uma gestão autónoma e passa a controlar a entrada e saída dos visitantes tanto naquele edifício como dentro das salinas.

O CISPI, inaugurado no dia 07 de Setembro, surgiu a partir de vários encontros mantidos com as mulheres da cooperativa do sal durante os quais surgiu a ideia de construir um espaço que realce e valorize o trabalho da extracção e comercialização do sal que se vem fazendo nas salinas do Porto Inglês há vários séculos.

Segundo Julieta Dono, responsável pelo projecto “requalificação e dinamização turística da ilha do Maio”, financiado pela União Europeia e executada pela Câmara Municipal do Maio em parceria com o Instituto Marquês de Valle Flôr, o centro vai oferecer aos visitantes, tanto locais como nacionais e estrangeiros, vários tipos de produtos derivados do sal, artesanato feito por artesãos locais, entre outros.

Além disso, Julieta Dono afiançou que o CISPI irá proporcionar aos visitantes a observação de aves com recurso a telescópios e binóculos ali existentes, bem como uma visita guiada aos pontos de observação das aves, através dos trilhos construídos para o efeito, onde habitam diversas populações de aves, sendo umas endémicas e outras migratórias.

“Quisemos trazer para aqui a fauna e a flora existentes neste sítio, considerado reserva natural, em que vamos proporcionar aos visitantes a história da ilha”, disse Julieta Dono, destacando a extracção e o comércio do sal que aconteceu durante séculos nas salinas de Porto Inglês, pelo que espera a visita de todas as escolas, de pessoas residentes e dos turistas.

Julieta Dono salientou ainda que no quadro deste projecto, que teve início em 2016, várias actividades foram implementadas, nomeadamente, na parte formativa em que as mulheres da cooperativa de sal puderam aprender a produzir flôr-de-sal, sal aromático e tempero de sal, entre outros, acções de formação que também abrangeram os artesãos locais, além de uma formação em produção de cal.

“Além disso também realizamos intervenção no forte São José e a requalificação de algumas moradias na cidade do Porto Inglês”, conclui.

WN/HF

Inforpress/Fim

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