Maio: Atraso na chegada de máquina de gelo prometida dificulta vida dos pescadores – associação

Porto Inglês, 22 Set (Inforpress) – O presidente da Associação de Pescadores Vindos do Norte, Marcelino Santos, disse hoje que a máquina de gelo que lhes foi prometida pela FAO tarda em chegar a ilha do Maio para desânimo dos membros da organização.

O líder associativo manifestou esta preocupação à Inforpress, indicando que o compromisso foi assumido aquando de uma visita de representantes desse organismo das Nações Unidas à ilha, que terão prometido que o equipamento de frio estaria na ilha até finais de Maio.

“A última informação que recebemos foi de que a máquina já tinha sido adquirida e que brevemente chegaria à ilha, mas passado todo esse tempo estamos à espera todos os dias”, salientou, acrescentando que o equipamento está a deixar muita falta aos pescadores e as peixeiras.

Marcelino Santos lembrou ainda que durante os últimos dois meses, os pescadores não tiveram muita produção, por causa do tempo de “Azágua”, em que a faina é feita praticamente na baía, porque a qualquer momento o tempo pode agitar e colocar em perigo a vida dos pescadores.

Fez saber que a partir de 15 de Outubro, pretendem regressar a faina em força, mas que poderão nem conseguir fazê-lo, porque sem gelo ou para adquiri-lo na cidade do Porto Inglês, acarreta muito custo para os pescadores, que já estão a sofrer com o aumento do preço dos combustíveis.

“Mas se até lá tivermos a nossa máquina aqui na vila da Calheta, vamos com certeza conseguir comprar o gelo e fazer o nosso trabalho de forma tranquila e a menos custo, porque muitas vezes não instalamos na baía de Porto Cais, porque não temos gelo que nos permita permanecer durante uma semana”, considerou.

Questionado se já identificaram um espaço onde vai ser colocada a máquina, Marcelino Santos disse que inicialmente foi aventada a possibilidade de ela ser colocada nas imediações da praia de Baxona, mas que “qualquer lugar serve, desde que seja na vila e que sirva a zona norte”.

Marcelino Santos fez saber ainda que a maioria dos pescadores da vila da Calheta, não aumentou o preço de peixe que era praticado antes da subida dos combustíveis, alegando que caso fizerem isso poderão correr o risco de não vender todo o pescado.

“Caso tivéssemos como conservar o nosso pescado, poderíamos vendê-lo na Cidade da Praia, porque o mercado da ilha do Maio é pequeno, mas sem gelo e sem ter uma arca em condições em casa, temos que vender o nosso pescado a esse preço”, acrescentou.

WN/CP

Inforpress/Fim

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